Finanças reagem a FMI: Governo quer consolidar progressos

  • Marta Santos Silva
  • 23 Fevereiro 2018

Após uma avaliação pós-programa em que o Fundo Monetário Internacional louvou alguns dos progressos do Governo português, o Ministério das Finanças responde que tenciona consolidar esses avanços.

Após a divulgação de uma avaliação pós-programa com muitos pontos positivos para Portugal, o Ministério das Finanças reagiu à publicação do Fundo Monetário Internacional (FMI) garantindo que irá manter os progressos conseguidos nos últimos tempos, num comunicado enviado às redações.

“O FMI divulgou hoje o relatório da sexta missão de monitorização pós-programa (PPM) que se realizou no final de 2017. O fundo salienta que Portugal tem hoje uma economia mais sólida, resultado da aceleração do crescimento económico e do emprego, iniciada no final de 2016”, resume o comunicado, acrescentando que as previsões do FMI são semelhantes às do Governo e, nalguns casos, mais otimistas para o crescimento e o défice.

No comunicado, o Ministério das Finanças sublinha que tenciona manter a trajetória de crescimento em 2018, “precisamente em linha com a previsão do Governo” de 2,2%, e a diminuição do desemprego.

“O fundo reconhece desenvolvimentos importantes na redução da dívida pública e privada, alertando, no entanto, para a importância de se continuar a trilhar um caminho da consolidação orçamental estrutural, por forma a dar resposta eficaz a problemas herdados do período de crise, que constituem fatores de vulnerabilidade”, assinala ainda o Governo num comunicado.

Finalmente, o Ministério das Finanças garante estar preparado para continuar no caminho elogiado, em parte, pelo FMI, que deixou também alguns avisos. “O Governo continua firmemente empenhado na correção dos desequilíbrios económicos e sociais que persistem, procurando consolidar os progressos alcançados no crescimento económico, no mercado de trabalho, nas contas públicas e nas contas externas”, escreve o Ministério. “Para esse fim, o Governo apoiar-se-á na implementação do Programa Nacional de Reformas, orientado para aumentar o crescimento potencial da economia e assegurar um crescimento sustentável e inclusivo”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Finanças reagem a FMI: Governo quer consolidar progressos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião