Quatro meses depois, Estado ainda não entrou no SIRESP

  • ECO
  • 27 Fevereiro 2018

O Governo de António Costa anunciou em outubro que iria entrar no capital da empresa que gere a rede de comunicações de emergências. Mas o Executivo ainda não deu passos concretos nesse sentido.

O Governo anunciou em outubro que iria entrar no capital da empresa que gere a rede de comunicações de emergências. Mas, quatro meses depois, o Executivo ainda não deu passos concretos nessa direção. O Ministério das Finanças garante que o “Governo está a promover ativamente todas as diligências necessárias”.

O Público (acesso condicionado) escreve que para entrar no capital do SIRESP é necessário realizar duas operações financeiras: fazer uma proposta de conversão dos créditos que tem na Galilei e adquirir as posições da Datacomp e da Esegur. Mas, quatro meses depois de o Executivo ter anunciado a intenção de entrar na empresa, ainda não foram apresentadas propostas.

O gestor de insolvência da Galilei — empresa da SLN – Sociedade Lusa de Negócios, a dona do BPN — esclarece que “tem conhecimento da intenção do Governo de resolver a situação referente ao SIRESP porquanto já existiram contactos para manifestar essa intenção”, avança o jornal. Contudo, o administrador judicial, Francisco Duarte, refere que “em termos práticos, ainda não foi apresentada uma proposta nesse sentido, pelo que não nos poderemos pronunciar sobre a viabilidade da operação”.

"O Governo está a promover ativamente todas as diligências necessárias para a assunção, pelo Estado, de uma posição na estrutura acionista da SIRESP – Gestão de Redes Digitais de Segurança e Emergência, SA.”

Ministério das Finanças

Já o Ministério das Finanças garante que “o Governo está a promover ativamente todas as diligências necessárias para a assunção, pelo Estado, de uma posição na estrutura acionista da SIRESP – Gestão de Redes Digitais de Segurança e Emergência, SA”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Quatro meses depois, Estado ainda não entrou no SIRESP

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião