Hoje nas notícias: Montepio, incêndios e banco de horas

  • ECO
  • 28 Fevereiro 2018

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que marcam o dia.

Na banca, os resultados consolidados do grupo Montepio, onde está o banco e a seguradora, agravaram-se em 2016, tendo os capitais próprios negativos caído para perto de 300 milhões de euros. No turismo, a Associação da Hotelaria de Portugal revela que o preço por noite nos hotéis subiu 10% apenas no último ano. Já o Governo está em choque frontal com os autarquias em relação à limpeza das florestas. Mas também com os patrões sobre o banco de horas.

Défice na dona do Montepio agrava-se para cerca de 300 milhões

Os resultados consolidados de 2016 do grupo Montepio ainda não estão fechados, mas podem vir a revelar capitais próprios negativos entre 300 e 350 milhões de euros. Isto representa um agravamento de pelo menos mais de 200 milhões de euros face ao que foi registado no exercício anterior. A dimensão final do desequilíbrio do grupo no ano passado, em termos consolidados, pode estar ainda dependente de um facto subsequente que liberte capital. Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado).

Preço por noite nos hotéis subiu 10% no último ano

No ano passado, os turistas deixaram, em média, 41 milhões de euros na economia portuguesa. Entre as várias despesas, incluem-se compras de luxo e experiências gastronómicas de estrela Michelin. Mas também os hotéis onde as diárias têm subido para acompanhar o maior número de hóspedes. Só no último ano, o preço por noite aumentou 10%. Apesar desta subida, os preços médios continuam longe de acompanhar os que são cobrados nos grandes destinos turísticos. Leia a notícia completa no Diário de Notícias.

Incêndios: Autarcas em choque frontal com o Governo

Na prevenção dos incêndios, autarcas e Governo não se estão a entender. Os bombeiros já alertaram que não estão disponíveis para limpar as florestas. Isto enquanto Capoulas Santos, ministro da Agricultura, Florestas e do Desenvolvimento Rural, bate o pé e afirma que a “lei é para aplicar”. Leia a notícia completa no i (acesso pago).

Patrões contrariam Governo sobre o banco de horas

A eliminação do banco de horas por negociação individual é uma das alterações que consta da curta lista do Governo. Qual a sua relevância? O Executivo conclui que só chega a 23 mil trabalhadores. Uma conclusão que leva os patrões a contestarem a credibilidade dos dados e a garantirem que só num grupo há mais trabalhadores. O banco de horas permite que em determinados momentos o tempo de trabalho seja aumentado, podendo depois ser compensado em tempo livre. Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).

AdC teme destruição de prova com novo supervisor

Dificuldades legais e possíveis constrangimentos à independência. Estes são os dois receios da Autoridade da Concorrência caso a reforma da supervisão financeira, a realizar pelo Governo, traga alterações às suas funções e modelo de funcionamento. “A proposta de reforma representa uma fragmentação dos poderes de defesa da concorrência, o que tende a prejudicar a coerência na promoção e aplicação da lei da concorrência”, afirma a entidade. Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

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No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

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António Costa

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