Desemprego baixa fasquia dos 8% em janeiro

  • Marta Santos Silva
  • 28 Fevereiro 2018

A taxa de desemprego de dezembro situou-se nos 8%, o valor mais baixo desde julho de 2004. A estimativa mensal prevê que em janeiro se tenha verificado uma queda para 7,9%.

A taxa de desemprego de dezembro de 2017 situou-se nos 8%, de acordo com dados finais revelados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A estimativa mensal prevê que, em janeiro, o desemprego tenha quebrado a barreira dos 8%, caindo para os 7,9%.

“A estimativa provisória da taxa de desemprego de janeiro de 2018 situou-se em 7,9%”, lê-se no comunicado divulgado pelo INE, com os valores provisórios de janeiro. Estas estimativas mensais costumam ser revistas posteriormente. “Neste mês, a estimativa da população desempregada terá sido de 410,6 mil pessoas”, acrescenta o comunicado.

Quanto aos valores definitivos de dezembro, representam uma revisão em alta da estimativa mensal dada anteriormente em 0,2 pontos percentuais, para se fixarem nos 8%. Para encontrar um valor mais baixo do que o registado em dezembro, assinala o INE, seria preciso recuar a julho de 2004, há quase 14 anos.

A taxa de desemprego recuara para 8,9% até ao final de 2017, de acordo com as últimas estimativas anuais divulgadas no mês passado. Em 2016, a taxa de desemprego tinha-se ficado pelos 11,1%. A queda registada em 2017 retirou Portugal do clube dos países com uma taxa de desemprego de dois dígitos.

O Governo tem-se congratulado com a queda do desemprego na sua legislatura. “Cumprimos”, disse Mário Centeno, no arranque da sua audição na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, no final de janeiro, na Assembleia da República. “Temos mais 288 mil empregos do que em dezembro de 2015”, frisou o ministro das Finanças. É o “maior crescimento do emprego desde que há registo mensal do Instituto Nacional de Estatística,” somou. “Temos menos 225 mil desempregados do que no início da legislatura”, continuou, para depois rematar: “Revertemos a maior doença gerada pela forma como o ajustamento foi feito em Portugal.”

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