Dívida pública desce para 125,6%… à boleia do PIB

  • Ana Batalha Oliveira
  • 28 Fevereiro 2018

A dívida pública de 2017 caiu para 125,6% um valor inferior aos objetivos traçados pelo Governo. O crescimento nominal do PIB de 4,1% em 2017 explica este desempenho superior às expectativas.

A dívida pública em 2017 caiu para 125,6% do PIB, revelou esta quarta-feira o Ministério das Finanças, em comunicado, depois de o Instituto Nacional de Estatísticas ter confirmado que o ano passado fechou com um crescimento de 2,7% do PIB, o valor mais elevado desde 2000.

“O PIB nominal cresceu 4,1% em 2017, após um crescimento de 3,2% em 2016, pelo que a dívida pública passou a representar 125,6% do PIB”, lê-se no comunicado do Ministério das Finanças. Situa-se assim abaixo das estimativas que apontavam para uma dívida de 126,2% do PIB.

O PIB cresceu 2,7% em 2017, 1,1 pontos percentuais acima do ano anterior e 0,2 acima do verificado na zona Euro e na União Europeia, esclarece o Ministério. A impulsionar o crescimento da economia, que veio permitir os avanços positivos na dívida pública, está o investimento, sobretudo, em equipamentos de transporte que cresceu 14,1%, e máquinas que disparou 13%. Já as exportações contribuíram para o crescimento do PIB ao registar um aumento de 7,9%, aponta o Ministério das Finanças, em reação ao dados divulgados esta manhã pelo INE.

O Ministério de Centeno atribui ainda o estado “sólido” da economia a um “quadro de gestão criteriosa das contas públicas, de equilíbrio das contas com o exterior e de criação de emprego” e destaca a diminuição da taxa de desemprego para menos 8%, de acordo com os dados provisórios lançados para o mês de janeiro.

(Notícia atualizada às 14h29)

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Dívida pública desce para 125,6%… à boleia do PIB

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião