“O PSD procura palco que não tem à custa do diálogo” com PS, acusa Bloco de Esquerda

  • ECO
  • 28 Fevereiro 2018

Pedro Filipe Soares, líder da bancada do Bloco de Esquerda, diz que o Governo não deve querer dialogar com o PSD sobre matérias que considera serem "políticas velhas de Rui Rio".

Pedro Filipe Soares considera que há uma disponibilidade para o diálogo entre PSD e o PS. Mas que tudo dependerá do conteúdo dessa conversa. O líder da bancada do Bloco de Esquerda relembra que Rui Rio identificou prioridades semelhantes às de Passos Coelho no congresso do PSD. Ou seja, “velhas políticas” sobre as quais o Governo não deverá ter vontade de dialogar. Sobre a geringonça, o deputado bloquista diz que as negociações com o Governo foram “um desafio”, nomeadamente quando esteve em cima da mesa o salário mínimo nacional.

“Rui Rio identificou três tópicos [Segurança Social, Saúde e escola pública] na sua intervenção final do congresso do PSD e disse que nestes três temas as suas prioridades são exatamente as mesmas que Passos Coelho já tinha”, afirma Pedro Filipe Soares numa entrevista ao Público (acesso condicionado). “Creio que o Governo não tem vontade em dialogar nessas matérias, mas, como é óbvio, o primeiro-ministro dirá se tem essa vontade ou não”, refere o o líder da bancada do Bloco de Esquerda.

Para o deputado bloquista, “o PSD está à procura de um palco que não tem à custa desta chantagem de um diálogo sobre essas políticas velhas”. Questionado sobre se o PS está a facilitar, apenas responde: “É a escolha do PS”.

Sobre a geringonça, Pedro Filipe Soares revela que houve várias dificuldades nas negociações. “Foi um desafio cada dia da existência deste Governo e com esta negociação constante sobre as diversas matérias”, disse. Sobretudo quando PS, Bloco e PCP tiveram de chegar a um acordo sobre o salário mínimo nacional.

“Um exemplo concreto em que nos disseram que o Bloco foi demasiado duro com o Governo foi há cerca de um ano, quando conseguimos no Parlamento retirar de cima da mesa a alteração da Taxa Social Única na contribuição patronal que o Governo tinha negociado na concertação social a troco do aumento do salário mínimo”, refere o presidente do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda. “Nessa altura caiu ‘o Carmo e a Trindade’. Foi um momento de forte abalo na maioria parlamentar.”

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“O PSD procura palco que não tem à custa do diálogo” com PS, acusa Bloco de Esquerda

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião