Toys R Us está insolvente no Reino Unido. Lojas em Portugal escapam

  • Ana Batalha Oliveira
  • 28 Fevereiro 2018

Em Portugal e Espanha, "todas as lojas e a loja online permanecem abertas com absoluta normalidade", garante a marca em comunicado.

A cadeia de lojas de brinquedos Toys R Us deu início a um processo de insolvência no Reino Unido e já foi nomeado um administrador de insolvência. Contudo, a empresa continua à procura de comprador. Para já, esta decisão não tem impacto em Portugal. A marca garante que “todas as lojas físicas e a loja online permanecem abertas com absoluta normalidade”.

O processo restringe-se exclusivamente ao negócio do Reino Unido. Em Portugal e Espanha, este processo não afeta o normal funcionamento de todas as lojas“, diz a marca em comunicado. “Estamos empenhados em garantir a continuidade desta grande marca por muitas gerações”, afirma o diretor-geral para França e Península Ibérica, Jean Charretteur, no mesmo comunicado.

No Reino Unido, esta situação coloca em risco 3.000 postos de trabalho, avança o jornal britânico The Guardian. Na nota à imprensa, a Toys R Us aponta o processo de insolvência como “a única opção viável para a empresa”. As lojas irão contudo manter-se em atividade “até ordens em contrário”, e os clientes são convidados a descontarem os talões de oferta de que disponham o mais brevemente possível.

Mas as más notícias no setor de retalho britânico não ficam por aqui: também esta manhã, a cadeia Maplin declarou a entrada num processo de insolvência, colocando, por sua vez, mais 2.500 colaboradores na incerteza.

(Notícia em atualizada as 11h50 com mais informação)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Toys R Us está insolvente no Reino Unido. Lojas em Portugal escapam

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião