Bulhosa Livreiros é declarada insolvente

Autoridade Tributária, BCP, Montepio e Universidade do Porto estão entre os credores, que têm 30 dias para reclamar os créditos.

Cerca de três dezenas de trabalhadores da Bulhosa fizeram greve, em 2012, em protesto contra os atrasos no pagamento de salários.Tiago Petinga / Lusa

A Bulhosa Livreiros foi declarada insolvente. A sentença foi proferida esta segunda-feira, no Tribunal Judicial da Comarca de Braga, que determinou um prazo de 30 dias para que os créditos sejam reclamados. Autoridade Tributária, BCP, Montepio e Universidade do Porto estão entre os credores.

“No Tribunal Judicial da Comarca de Braga, Juízo de Comércio de Vila Nova de Famalicão – Juiz 3 de Vila Nova de Famalicão, no dia 15-01-2018, pelas 9h00, foi proferida sentença de declaração de insolvência de: Bulhosa Livreiros – Sociedade Comércio Livreiro”, pode ler-se na sentença publicada no portal Citius.

“O prazo para a reclamação de créditos deve ser endereçado ao administrador da insolvência nomeado e apresentado por transmissão eletrónica de dados”, acrescenta o documento. O administrador de insolvência é Manuel Reinaldo Mâncio da Costa.

O anúncio dá ainda conta de que irá realizar-se uma reunião de assembleia de credores no dia 1 de março de 2018, na qual poderão participar representantes dos trabalhadores da Bulhosa.

Já desde 2011 que as dificuldades financeiras da Bulhosa são públicas. Nesse ano, alguns trabalhadores criaram uma página no Facebook para denunciarem que tinham “constantemente” salários em atraso, uma situação que durava “há mais de dois anos”, resultado da “péssima gestão feita pela administração”.

Em 2015, a empresa entrou em Processo Especial de Revitalização, com uma lista extensa de entidades a quem devia, onde se incluíam, entre outros credores, o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, a Autoridade Tributária, o BCP, o Barclays, o BBVA, o Montepio Geral ou a Universidade do Porto.

A rede de livrarias da Bulhosa foi comprada, em setembro de 2005, pelo grupo Civilização, na altura em que a editora contava com sete lojas, concentradas na zona da Grande Lisboa.

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