Já há mais camas no alojamento local do que na hotelaria

As 59 mil unidades de alojamento local em Portugal oferecem 229 mil camas para albergar turistas, um número que fica acima das 181 mil camas oferecidas pelos 1.200 hotéis existentes no país.

O setor do turismo bate recordes e o alojamento local acompanha este movimento. No ano passado, o número de camas deste tipo de alojamento ultrapassou, pela primeira vez, a oferta da hotelaria tradicional. As contas são da Associação Hotelaria de Portugal (AHP), que diz ser a única a fazer esta monitorização, mas batem certo com alguns cálculos da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP).

Portugal tem hoje registadas 59.300 unidades de alojamento local, um número que representa mais do dobro das unidades registadas no final de 2015. A informação foi avançada por Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorre até domingo. Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP, apresentou, por seu lado, a recolha de informação feita pela associação. Ao todo, as mais de 59 mil unidades de alojamento local em Portugal oferecem 229.298 camas para albergar turistas, um número que fica acima das 181.082 camas oferecidas pelos 1.282 hotéis tradicionais existentes no país no final do ano passado.

O número corresponde a uma estimativa feita com o seguinte exercício: do total de unidades de alojamento local, 508 são hostels, que têm, em média, 26 camas. As restantes unidades são casas ou quartos, com uma média de quatro camas.

Fazendo a análise por concelhos, os números estimados pela AHP ficam, até, abaixo dos que a ALEP estima existirem. Eduardo Miranda, presidente da associação que representa o alojamento local, explica ao ECO que a variável mais correta para comparar o alojamento local à hotelaria é o número de quartos, uma vez que a capacidade dos hostels, superior à das casas, distorce os números. Seja como for, para calcular o número de camas, a associação multiplica o número de quartos por duas camas, adicionando posteriormente a capacidade de utentes dos hostels.

Os dados fornecidos pela ALEP ao ECO apontam para que, no início deste ano, houvesse na capital 52.032 camas. Este número é superior ao que é calculado pela AHP, que aponta para 42.746 camas. Qualquer um dos números é superior ao da hotelaria. Segundo os dados do Turismo de Lisboa, os estabelecimentos hoteleiros da cidade contavam, no final de 2017, com 37.824 camas.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Já há mais camas no alojamento local do que na hotelaria

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião