Moody’s aplaude nova injeção do Estado no Novo Banco

  • Rita Atalaia
  • 1 Março 2018

O Estado, através do Fundo de Resolução, terá de injetar entre 700 e 800 milhões no Novo Banco já este ano. Um reforço que a Moody's vê com bons olhos, pois permite acelerar a limpeza do balanço.

O Fundo de Resolução vai ter de injetar mais capital no Novo Banco para manter os rácios. Um reforço, entre 700 e 800 milhões de euros, que a Moody’s vê com bons olhos. A agência de notação financeira afirma que esta injeção vai permitir que o banco liderado por António Ramalho acelere a limpeza do balanço.

Este plano é positivo para a qualidade do crédito do Novo Banco porque vai receber fundos próprios adicionais. Estes fundos vão ajudar o Novo Banco a acelerar a limpeza do balanço, que está a ser pressionado por um montante muito elevado de ativos problemáticos”, afirma Pepa Mori, analista responsável pelo Novo Banco na Moody’s.

Foi na semana passada que o secretário de Estado adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, confirmou que o Fundo de Resolução vai injetar mais dinheiro no Novo Banco este ano, através do mecanismo de capital contingente.

"Este plano é positivo para o crédito do Novo Banco porque o banco vai receber fundos próprios adicionais. Estes fundos vão ajudar o Novo Banco a acelerar a limpeza do balanço, que está a ser pressionado por um montante muito elevado de ativos problemáticos.”

Pepa Mori

Analista responsável pelo Novo Banco na Moody's

“Com base na informação financeira reportada no final de junho de 2017 pelo Novo Banco, estimamos que o rácio de ativos problemáticos é de 39% com uma cobertura modesta de 43%“, refere a analista da Moody’s.

Apesar de reconhecer uma melhoria da posição de capital da instituição financeira, agora detida pelos norte-americanos da Lone Star, Pepa Mori nota que as “almofadas de capital do Novo Banco continuam a ser desafiadas pelo elevado stock de crédito malparado, que exige um esforço contínuo de provisionamento” e que é um “grande constrangimento à solvência do Novo Banco”.

É por isso que esta nova injeção, que deve ficar, como avançou o ECO, “um pouco abaixo dos 850 milhões de euros”, vai “reforçar a cobertura de imparidades do Novo Banco ou ajudar a assumir de forma mais rápida perdas com os ativos problemáticos”. A recapitalização também vai ajudar o Lone Star, diz a analista da Moody’s, a “implementar a reestruturação do Novo Banco que ficou definida quando comprou o banco”.

(Notícia atualizada às 12h31 com mais informação)

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