BCP dispara. Resgata Lisboa das fortes quedas da Europa

Ações do banco tiveram dia feliz após terem sido incluídas no Stoxx 600, o principal índice europeu. Bolsa de Lisboa encerrou com perdas ligeiras face ao cenário europeu.

Depois de ter sido incluído no principal índice acionista europeu, o BCP subiu e subiu na sessão desta sexta-feira em Lisboa. Ainda assim, o ganho superior a 4% do banco liderado por Nuno Amado não impediu que o PSI-20 encerrasse o dia abaixo da linha de água. Na Europa, as quedas foram superiores a 2% com a anunciada guerra comercial de Donald Trump.

O principal índice português perdeu 0,17% para 5.367,16 pontos. No total, foram 14 as cotadas a fechar com sinal menos com Sonae, Nos e Mota-Engil a assumirem protagonismo negativo: todas fecharam a perder mais de 3%.

A amparar a queda lisboeta esteve, porém, um trio de pesos pesados nacionais: o BCP, a EDP e a Galp. Em relação ao banco, o disparo de 4,49% para 0,3121 euros surge um dia depois de ter reintegrado no índice de referência europeu, o Stoxx 600, reentrando no radar de muitos investidores internacionais. Para a EDP, depois de António Mexia ter assumido que o dividendo de 0,19 euros pode aumentar, os investidores acorreram ao título e fizeram-no impulsionar 2,57% para 3,789 euros. Já o ganho da Galp foi mais tímido: as ações da petrolífera subiram 0,69% para 14,665 euros.

Lisboa caiu mas não foi a única. E, na verdade, a pressão vendedora foi muito mais sentida lá fora, depois de Donald Trump ter anunciado um agravamento das taxas alfandegárias sobre o aço e alumínio. Perspetiva-se uma guerra comercial entre os EUA e o mundo e as consequências desse braço-de-ferro deverão ter impacto negativo nos resultados das empresas.

“A bolsa portuguesa terminou em baixa, apesar das valorizações protagonizadas pelo BCP, pela EDP e pela Galp que conseguiram travar perdas superiores por parte do PSI20, colocando o índice com uma overperformance face aos pares europeus”, dizem os analistas do BPI no comentário de fecho.

Neste cenário, o Stoxx 600 caiu 2%. Piores desempenhos registaram as bolsas de Paris, Madrid e Milão. Do outro lado do Atlântico, também Wall Street cede: o índice que reúne as principais empresas do setor industrial, o Dow Jones, recua 0,7%.

Explicam os analistas do BPI que “esta última sessão da semana foi de fortes perdas para as bolsas europeias, em resposta à decisão da Administração Trump em introduzir barreiras alfandegárias ao aço e ao alumínio”. “As ações fabricantes destes metais e os fabricantes de automóveis, utilizadores intensos dessas matérias-primas nos seus processos produtivos, figuraram entre os mais penalizados, com o setor relacionado com recursos naturais a acumular perdas superiores a 3%”, precisam.

(Notícia atualizada às 17h06)

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