Quer um dividendo generoso? Estas são as melhores apostas no PSI-20

Está prestes a abrir a época de caça ao dividendo na bolsa de Lisboa. E Portugal é campeão da Europa nesta liga. Mas sabe onde estão as melhores apostas?

Não há volta a dar: está a chegar a época dos dividendos à bolsa portuguesa, um dos pontos mais altos do ano para os investidores. Neste campeonato, Portugal merece honras de campeão europeu. Mas há em Lisboa os bons dividendos, aqueles assim-assim e outros que merecem uma maior reflexão. Está à procura de um dividendo generoso? Então tome nota.

Há uma mão cheia de oportunidades no PSI-20, segundo identificaram os analistas contactados pelo ECO: REN, Navigator, Galp, EDP Renováveis e Corticeira Amorim. Mas cada caso é um caso e vale a pena notar que o dividend yield, a ferramenta utilizada para avaliar a atratividade de um dividendo, está bastante longe de ser a principal indicador de referência para os especialistas.

O dividend yield compara o valor do dividendo com o valor da ação: quanto maior for o rácio, mais atrativo é o dividendo em função do preço da ação. Na teoria… porque há outros fatores que importa considerar na hora de procurar um bom dividendo.

Na praça nacional, são os CTT quem se apresenta com o maior retorno de dividendo. A dividend yield supera os 10%, mais do dobro da média no PSI-20. Mas por que razão o operador dos correios postais não convence os analistas?

“Após o corte no dividendo anunciado com a apresentação dos resultados do terceiro trimestre de 2017 (-21% para 0,38 euros por ação), a indicação da empresa é que o dividendo irá acompanhar a evolução do resultado líquido do grupo”, explicou Albino Oliveira, gestor da Patris.

As cinco ações com maior retorno do dividendo em Lisboa

Fonte: Reuters e CMVM

Tão pouco a Sonae Capital, que surge com o quinto maior dividend yield em Lisboa, chama a atenção dos analistas. A empresa de capital de risco registou prejuízos no ano passado, mas vai dar um dividendo de seis cêntimos, um total de 15 milhões de euros.

Explica a equipa de research do BiG: “Caso a empresa pague de forma consistente (por vários anos) mais em dividendos do que gera em lucros, a sustentabilidade dos dividendos poderá ser um fator de preocupação, dado que a empresa terá que aceder a reservas de capital próprio, ou ao mercado de dívida, para obter o diferencial entre os dividendos distribuídos e os lucros gerados”.

As oportunidades

Quais são os principais destaques? “Talvez referir duas empresas: a REN e a Navigator”, diz Albino Oliveira. “Ambas apresentam dividend yield bem acima de 6% às suas atuais cotações. A primeira beneficia agora de maior visibilidade no contexto regulatório, após a ERSE ter publicado os parâmetros para a área da eletricidade referente ao período 2018-2020. No que se refere à Navigator, o mercado do papel UWF continua a fornecer sinais positivos”, contextualiza o gestor da Patris.

Do lado do BiG, são destacados dos dividendos que Galp, EDP Renováveis e Corticeira Amorim vão distribuir pelos seus acionistas. Um pormenor: nenhuma das cotadas apresenta um dividend yield acima de 4%, bem abaixo do rácio médio que coloca Lisboa no trono europeu.

Portugal é campeão da Europa nos dividendos

Fonte: Allianz Global Investors

Em média, é expectável que o rendimento dos dividendos nacionais atinja os 4,47% face ao preços das ações, segunda uma análise do Allianz. É o maior dividend yield em toda a Europa, imediatamente à frente de Espanha (4,47%) e Finlândia (4,02%).

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