Rede privada de bicicletas em Lisboa durou menos de um mês
Câmara Municipal obrigou à retirada das bicicletas da "oBike" por "ocupação abusiva" da via pública, avançou o jornal Público. Bicicletas amarelas e cinzentas eram abandonadas na rua.
Menos de um mês depois da chegada das “oBike” a Lisboa, a autarquia mandou retirar das ruas as bicicletas que faziam parte deste novo serviço partilhado. O serviço “oBike” nasceu há umas semanas em Lisboa, praticamente de um dia para o outro, e sem autorização da Câmara Municipal. Tinha sido importado de Singapura e, rapidamente, as bicicletas amarelas e cinzentas começaram a aparecer nas ruas de Lisboa em sítios completamente aleatórios, sem necessidade de uma estação fixa como acontece na rede pública da EMEL.
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Em causa, cerca de 350 bicicletas que foram trazidas para Portugal e que estão agora a ser retiradas das ruas. Algumas destas bicicletas acabaram, várias vezes, abandonadas no chão ou deixadas em cima de passeios, algumas vezes amontoadas. Ora, segundo avançou esta terça-feira o jornal Público [acesso condicionado], a autarquia achou por bem avançar com esta medida, justificando-a com a “ocupação abusiva do espaço público” alegadamente perpetrada pelas bicicletas da “oBike”.
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A Câmara Municipal teve dificuldades em notificar os responsáveis da empresa, assim como o próprio jornal. No entanto, o executivo camarário terá conseguido chegar, finalmente, à fala com a startup: “Contactámo-los da forma que nos foi possível”, afirmou Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade, citado pela mesma publicação. A ordem foi para a retirada das bicicletas até ao início desta semana.
O ECO constatou esta terça-feira que ainda existem bicicletas da “oBike” nas ruas, embora em menor quantidade, sendo que a Polícia Municipal já terá ordem para recolher estes veículos, caso os encontre. Segundo a autarquia, a decisão de pôr fim à atividade da empresa privada “oBike” não está relacionada com o facto de a própria autarquia, através da EMEL, estar a implementar um serviço de bicicletas partilhadas em estação fixa, o Gira.
A justificação principal é, segundo o Público, o facto de a empresa ter operado sem “permissão administrativa necessária” para este tipo de atividade. Não é só em Portugal que o serviço de bicicletas partilhadas da “oBike” tem gerado problemas. No Twitter, por exemplo, dezenas de utilizadores partilham fotografias de bicicletas abandonadas, vandalizadas e, em alguns casos, completamente destruídas e deixadas na via pública.
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