Rede privada de bicicletas em Lisboa durou menos de um mês

  • ECO
  • 6 Março 2018

Câmara Municipal obrigou à retirada das bicicletas da "oBike" por "ocupação abusiva" da via pública, avançou o jornal Público. Bicicletas amarelas e cinzentas eram abandonadas na rua.

Menos de um mês depois da chegada das “oBike” a Lisboa, a autarquia mandou retirar das ruas as bicicletas que faziam parte deste novo serviço partilhado. O serviço “oBike” nasceu há umas semanas em Lisboa, praticamente de um dia para o outro, e sem autorização da Câmara Municipal. Tinha sido importado de Singapura e, rapidamente, as bicicletas amarelas e cinzentas começaram a aparecer nas ruas de Lisboa em sítios completamente aleatórios, sem necessidade de uma estação fixa como acontece na rede pública da EMEL.

Em causa, cerca de 350 bicicletas que foram trazidas para Portugal e que estão agora a ser retiradas das ruas. Algumas destas bicicletas acabaram, várias vezes, abandonadas no chão ou deixadas em cima de passeios, algumas vezes amontoadas. Ora, segundo avançou esta terça-feira o jornal Público [acesso condicionado], a autarquia achou por bem avançar com esta medida, justificando-a com a “ocupação abusiva do espaço público” alegadamente perpetrada pelas bicicletas da “oBike”.

A Câmara Municipal teve dificuldades em notificar os responsáveis da empresa, assim como o próprio jornal. No entanto, o executivo camarário terá conseguido chegar, finalmente, à fala com a startup: “Contactámo-los da forma que nos foi possível”, afirmou Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade, citado pela mesma publicação. A ordem foi para a retirada das bicicletas até ao início desta semana.

O ECO constatou esta terça-feira que ainda existem bicicletas da “oBike” nas ruas, embora em menor quantidade, sendo que a Polícia Municipal já terá ordem para recolher estes veículos, caso os encontre. Segundo a autarquia, a decisão de pôr fim à atividade da empresa privada “oBike” não está relacionada com o facto de a própria autarquia, através da EMEL, estar a implementar um serviço de bicicletas partilhadas em estação fixa, o Gira.

A justificação principal é, segundo o Público, o facto de a empresa ter operado sem “permissão administrativa necessária” para este tipo de atividade. Não é só em Portugal que o serviço de bicicletas partilhadas da “oBike” tem gerado problemas. No Twitter, por exemplo, dezenas de utilizadores partilham fotografias de bicicletas abandonadas, vandalizadas e, em alguns casos, completamente destruídas e deixadas na via pública.

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