Taxa turística está quase a chegar ao Algarve

  • Lusa
  • 10 Março 2018

A Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) aprovou, por unanimidade, a introdução de uma taxa turística. Ainda falta estipular o valor a ser praticado pelas 16 autarquias.

A Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) aprovou, por unanimidade, a introdução de uma taxa turística para o Algarve, cujo valor será igual em todos os municípios e cujas receitas serão geridas pelas autarquias, disse o presidente da AMAL.

“Os 16 municípios decidiram pela introdução de uma taxa turística igual para toda a região, não tendo ainda sido definido o valor, embora não ande longe dos valores praticados noutras regiões do país”, disse à Lusa Jorge Botelho, presidente da AMAL.

A introdução de uma taxa turística para o Algarve foi aprovada, por unanimidade, na reunião realizada na sexta-feira, da associação que congrega os 16 municípios algarvios.

De acordo com Jorge Botelho, os municípios não definiram ainda a data para a entrada em vigor da nova taxa turística, “devendo a mesma ser implementada de acordo com um regulamento comum que será analisado na próxima reunião e, posteriormente, aprovado pelas respetivas assembleias municipais, após uma consulta pública”.

“Para já, o que definimos é que será uma taxa igual para todo o Algarve, e esperamos que na próxima reunião da associação da AMAL possamos discutir o regulamento e estipular o valor a ser praticado”, frisou.

O presidente da AMAL e também da Câmara Municipal de Tavira acrescentou que os municípios decidiram, igualmente, que “as receitas seriam geridas pelas câmaras municipais, ficando em aberto a consignação de uma parte das receitas para projetos geridos pela AMAL”.

“São receitas a aplicar em infraestruturas ligadas aos setores do turismo e da cultura, para combater a sazonalidade e promover a qualidade do destino turístico que é o Algarve”, destacou.

Na opinião de Jorge Botelho, “ainda é prematuro avançar com uma data para a aplicação efetiva da nova taxa”, prevendo que a mesma possa avançar apenas no próximo ano.

Segundo o presidente da AMAL, uma taxa turística no Algarve “estava a ser equacionada há algum tempo, tendo existido nesta altura um consenso entre todos os 16 municípios da região”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Taxa turística está quase a chegar ao Algarve

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião