Santa Casa no Montepio deverá ser um investimento simbólico

  • ECO
  • 10 Março 2018

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) chegou a falar em 200 milhões de euros por 10% do capital, mas esse cenário terá sido abandonado.

O negócio da Santa Casa no Montepio não deverá ser tão ambicioso como inicialmente anunciado. Como já tinha sido equacionado anteriormente, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) deverá entrar no capital do Montepio em conjunto com outros institutos de solidariedade social que, no total, irão fazer um investimento simbólico, avança o Público (acesso condicionado) este sábado. Pelo caminho ficaram as possibilidades de adquirir 10% por 200 milhões de euros ou 6% por 160 milhões de euros.

Segundo o diário, a mudança de solução começou a ser pensada a 14 de fevereiro, depois de a SCML ter prescindido dos trabalhos do Haitong, que estava a fazer uma análise aprofundada ao Montepio. O provedor Eduardo Martinho terá argumentado que não foi feita uma “avaliação firme” da instituição nos prazos acordados, explica o Público. O Haitong ripostou dizendo que a Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) não facultou a informação requerida.

Mutualista à espera dos créditos fiscais

Neste momento, ainda faltam apresentar as contas da AMMG, a dona do Montepio, de 2016 e de 2017. A instituição espera decisão do Ministério das Finanças para mudar o seu estatuto. Abdicando de ser IPSS e de ser isenta de IRC, a Associação Mutualista poderá beneficiar de créditos fiscais que permitirão equilibrar as contas do grupo que, estima-se, poderão vir a atingir os 350 milhões de euros em capitais negativos. O Público avança que este regime terá sido aprovado esta sexta-feira ao final da tarde.

Entretanto, já se sabe parte do futuro da gestão do banco Montepio. Esta sexta-feira o Jornal Económico avançou que Carlos Tavares, ex-presidente da CMVM, será o chairman do Montepio, substituindo Nuno Mota Pinto. Mas as alterações não ficam por aqui. Posteriormente, o ECO revelou que Nuno Mota Pinto continuará no banco, mas será despromovido a administrador executivo. Além disso, Carlos Tavares vai temporariamente acumular os cargos de presidente do conselho de administração e de presidente executivo.

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