Trump prevê que encontro com Kim Jong-Un seja um “tremendo sucesso”

  • Lusa
  • 11 Março 2018

A opositora de Trump nas eleições presidenciais, a democrata Hillary Clinton, já comentou que a administração não está a ver o perigo que representam as discussões com Pyongyang. 

O presidente norte-americano, Donald Trump defendeu sábado que as conversações com o líder norte-coreano Kim Jong-Un serão “um tremendo sucesso”, elogiou a colaboração da China e criticou a inação dos seus antecessores, afirmando que “não fizeram nada”.

“Acho que a Coreia do Norte está indo muito bem, será um tremendo sucesso. A promessa é que eles não vão lançar mísseis até esse encontro, e que vão procurar a desnuclearização, isso seria maravilhoso”, disse Trump aos repórteres pouco antes de participar num evento em Moon Township, a oeste da Pensilvânia.

“Vamos ver o que acontece. Isto devia ter sido enfrentado nos últimos 30 anos, e não agora. (Ex-presidentes Barack) Obama, (George W.) Bush, (Bill) Clinton, tiveram a oportunidade e não fizeram nada”, acrescentou Trump. O Presidente dos EUA aproveitou para agradecer a colaboração do Presidente chinês Xi Jinping, em relação à Coreia do Norte. “A China fez mais por nós do que nunca antes para qualquer outro presidente ou para este país, e eu respeito isso”, disse.

Trump comentou assim a notícia de que aceitou uma reunião histórica com o líder norte-coreano, que presumivelmente acontecerá em maio, num lugar a ser determinado, e que será, a acontecer, o primeiro encontro na história entre líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte. Trump já tinha anunciado que o presidente chinês Xi Jinping tinha agradecido os esforços “diplomáticos” da administração norte-americana para resolver a questão norte-coreana.

“O presidente Xi disse-me ter apreciado que os Estados Unidos estejam a tentar resolver o problema diplomaticamente em vez de usar a opção mais preocupante. A China continua a ajudar-nos”, escreveu este domingo Trump, numa referência à chamada telefónica com o seu homólogo chinês.

A Casa Branca anunciou na sexta-feira que os dois chefes de Estado estão “comprometidos em manter a pressão e as sanções até que a Coreia do Norte tome decisões para uma desnuclearização completa, verificável e irreversível”. “A Coreia do Norte não realizou qualquer teste de mísseis desde 28 de novembro de 2017 e prometeu não o fazer durante os nossos encontros. Eu acho que eles manterão sua promessa!”, afirmou Trump também num tweet.

A opositora de Trump nas eleições presidenciais, a democrata Hillary Clinton, já comentou que a administração não está a ver o perigo que representam as discussões com Pyongyang. “Se quer discutir com Kim Jong Un sobre armas nucleares, precisa de diplomatas experimentados. Precisa de pessoas que conheçam bem as questões e saibam decifrar os norte-coreanos e a sua linguagem”, afirmou a antiga responsável pela diplomacia dos Estados Unidos a um jornal holandês, acrescentado que o “perigo não é reconhecido pelo governo Trump”.

Estados Unidos não irão fazer concessões nas negociações com Coreia do Norte

O Governo norte-americano “não fará concessões” nas negociações com a Coreia do Norte de Kim Jong-un, e coloca como condições o fim das provas de mísseis e o início da desnuclearização, disse hoje o diretor da CIA. “Não se enganem. Apesar de estas negociações se realizarem, não se farão concessões“, afirmou o diretor da CIA, Mike Pompeo, num programa da cadeia televisiva conservadora Fox.

A Coreia do Norte deverá oferecer, segundo o responsável da CIA, “provas verificáveis, completas e irreversíveis” de que os ensaios de mísseis acabaram e os Estados Unidos vão manter as sanções económicas a Pyongyang. No sábado à noite, o Presidente norte-americano, Donald Trump, previu que as conversações com Kim Jong-un serão um “êxito tremendo”. Dias antes, tinha revelado ter aceitado o encontro que, a realizar-se, seria a primeira reunião da história entre os líderes dos EUA e da Coreia do Norte.

“O Presidente [dos EUA] tomou a decisão, este é o momento adequado para se reunir com Kim [Jong-un]”, acrescentou Mike Pompeo. Embora tenha chegado a ser apontado o mês de maio como a data para ter lugar o encontro, a porta-voz presidencial, Sarah Sanders, disse que ainda não havia “nem lugar nem data fixados”.

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