77% da ‘borla’ fiscal vem dos produtos da Associação Mutualista

  • Ana Batalha Oliveira
  • 14 Março 2018

Associação Mutualista contou com 808 milhões de ativos por impostos diferidos. Nesta soma, as provisões com as responsabilidades dos produtos comercializados pela mutualista são a grande fatia: 77%.

Os créditos fiscais que elevaram os capitais próprios da Associação Mutualista — de 250 milhões negativos a 500 milhões positivos — têm em conta, sobretudo, as provisões que a associação reservou para fazer face a responsabilidades sobre os produtos por si comercializados. As provisões pesam 77% — muito mais que os prejuízos fiscais e as imparidades.

A Associação Mutualista contou com 808 milhões de ativos por impostos diferidos, — os chamados DTA na terminologia anglo-saxónica — para equilibrar o balanço de 2017. Nesta soma, as provisões matemáticas são a grande fatia: 77%, ou seja, 622,518 milhões de euros. Estas provisões são a “almofada” financeira que acautela as responsabilidades relativas aos produtos financeiros da associação.

De seguida, mas bastante atrás na relevância que têm em termos de crédito fiscal concedido, estão os prejuízos fiscais. Estes constituem um “ativo” de 202 milhões, ou seja, aproximadamente um quarto dos ativos por impostos diferidos.

Mais residual é o peso dos benefícios pós-emprego, que se ficam pelos 3,2 milhões. As imparidades estão na cauda desta soma, contabilizando apenas 2,8 milhões. Juntos, não chegam a pesar 1% do total.

A mutualista incluiu estes benefícios fiscais como ativos no balanço de 2017, uma vez que os poderá deduzir assim que tiver lucros tributáveis. No fundo, estes 808 milhões de ativos por impostos diferidos representam o valor económico de uma potencial dedução futura.

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