Portugal em 25.º no investimento imobiliário global de 2017

  • Lusa
  • 19 Março 2018

Para 2018 espera-se um ligeiro crescimento dos volumes de investimento, inferior a 1%, mais acentuado na América Latina (5%) e na Europa e Ásia (2%).

O investimento imobiliário global aumentou 13,2% em 2017 para 1,6 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros), segundo um relatório da Cushman & Wakefield divulgado esta segunda-feira. A consultora estima no seu “Global Investment Atlas 2018” que em 2018 se atinja um novo crescimento.

O investimento na Europa aumentou 7%, garantindo um aumento da quota de mercado para os 20%, com os países europeus a garantirem uma presença “relevante” no top das preferências dos investidores, com o Reino Unido, a Alemanha e Espanha a ocuparem os lugares principais no ‘ranking’.

Portugal garantiu a 25º posição em termos de volume total de investimento, de 2,1 mil milhões transacionados, o que representou um crescimento de 61% face ao ano anterior. Os Estados Unidos mantiveram-se como o país com maior volume de investimento imobiliário, mas considerando o investimento em projetos de promoção, a China lidera o ‘ranking’.

No ‘ranking’ das cidades, a consultora destaca que Londres se tenha mantido como a cidade mais procurada pelos investidores estrangeiros, conseguindo ultrapassar os efeitos negativos do Brexit. Madrid, por sua vez, registou uma subida surpreendente, passando do 45º lugar do ranking para o segundo. Nova Iorque, por sua vez, tradicionalmente no “Top 3” do ‘ranking’, passou para o sexto lugar em termos de preferências de investidores estrangeiros.

Os setores tradicionalmente mais procurados pelos investidores, escritórios e retalho, segundo a consultora, perderam quota de mercado, com os ativos industriais e os terrenos para promoção a registarem maior crescimento.

“A Europa deve crescer a dois ritmos, com os países da Europa Central e de Leste a perspetivar um crescimento de 14,5%. Os mercados emergentes vão estar na mira dos investidores, com a Índia, Tailândia, Vietname, Filipinas, China, Rússia e Brasil a liderarem as preferências. As cidades de Lisboa e do Porto também devem receber atenção reforçada por parte do capital estrangeiro, particularmente no setor de escritórios em Lisboa e de logística no Grande Porto”, sinaliza.

Os setores de escritórios e de logística contam com maior potencial de procura, bem como os formatos alternativos: ativos hoteleiros, residências de estudantes, residências sénior, data centres, habitação para arrendamento ou parques de estacionamento.

2018 será mais um bom ano para o mercado imobiliário mundial, suportado por níveis de liquidez ainda significativos, comportamentos favoráveis das economias e fortes expectativas de investimento corporativo, num enquadramento de escassez de mão-de-obra qualificada que vai exigir estratégias de retenção por parte das empresas, nomeadamente a nível dos espaços de trabalho”, refere.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal em 25.º no investimento imobiliário global de 2017

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião