BCE: Defende aumento da idade da reforma em vez de redução de pensões

  • Lusa
  • 20 Março 2018

O BCE considera que aumentar a idade da reforma é mais positivo para compensar os efeitos do envelhecimento da população do que reduzir as pensões.

O Banco Central Europeu (BCE) considera que aumentar a idade da reforma é mais positivo para compensar os efeitos do envelhecimento da população do que reduzir as pensões, segundo um artigo no boletim económico da entidade divulgado hoje.

O artigo adverte que o envelhecimento da população vai ter importantes implicações macroeconómicas e fiscais para a zona euro e vai representar um desafio para que os países da região possam reduzir o seu endividamento e assegurem a sua sustentabilidade fiscal a longo prazo.

A entidade sublinha que, depois da crise financeira, muitos países levaram a cabo reformas das pensões, mas adverte que o ritmo destas desacelerou com a recuperação económica e defende que a continuação destas é “essencial” e que “não deve ser atrasada”.

Mesmo assim, o BCE estima que o aumento da idade da reforma pode reduzir os efeitos macroeconómicos adversos do envelhecimento da população, graças ao seu impacto na força de trabalho e no consumo doméstico.

Em contrapartida, o BCE refere que reduzir as pensões servirá de “muito pouco” para combater os efeitos indesejados, enquanto aumentar o nível da contribuição tenderá a “exacerbar” os impactos negativos.

O BCE precisa que esta é uma afirmação geral sobre os efeitos macroeconómicos da reforma das pensões e que não permite tirar conclusões em relação à agenda das reformas de um país específico.

O artigo indica também que o grau de envelhecimento da população vai variar consideravelmente de país para país no conjunto da zona euro.

O BCE considera que os países mais envelhecidos são Alemanha, Grécia, Itália, Portugal e Finlândia.

A entidade adverte que existe um “risco de complacência” em relação à reforma dos sistemas de pensão públicos nos países da zona euro e que as modificações levadas a cabo “podem não ser suficientes” para enfrentar os desafios relacionados com o envelhecimento da população.

O banco também sublinha que as pressões sobre os sistemas de pensão podem ser “mais fortes do que o esperado” se, por exemplo, a evolução económica se tornar menos favorável do que estimam as projeções sobre o custo das pensões.

“As reformas das pensões não são só necessárias para a sustentabilidade fiscal a longo prazo, também podem ajudar, de forma geral, a atenuar os efeitos macroeconómicos do envelhecimento da população”, sublinha o BCE.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BCE: Defende aumento da idade da reforma em vez de redução de pensões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião