Paulo Macedo diz que CGD iniciou “ciclo de resultados positivos”

  • Lusa
  • 20 Março 2018

“A Caixa encerra um ciclo de resultados negativos, começa um ciclo de resultados positivos” afirmou Paulo Macedo.

O presidente da comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, disse que o banco iniciou “um ciclo de resultados positivos” e tem atualmente “mais capital” e “mais liquidez”.

“A Caixa encerra um ciclo de resultados negativos, começa um ciclo de resultados positivos” destacou Paulo Macedo, que discursava na sessão de encerramento do 14.º Encontro Fora da Caixa, realizado em Évora e que debateu a temática da Cultura e Turismo.

Na sua intervenção, o presidente executivo frisou que a “reputação” da CGD, “independentemente das suas oscilações, é, claramente, a mais forte do mercado” e aquela que “tem mais atratividade”.

“A Caixa tem 30% dos depósitos dos portugueses”, o que é “uma grande responsabilidade”, mas também motivo de orgulho, afirmou.

Segundo Paulo Macedo, a CGD, que tem quatro milhões de clientes em Portugal, “tem mais capital hoje em dia” e “mais liquidez”, possuindo uma “das maiores redes” bancárias do país.

Aludindo à atual conjuntura nacional, o presidente da comissão executiva da CGD argumentou que “todos sentem a melhoria da situação em termos de confiança”.

"Há uma maior propensão para o consumo e deveria estar a haver também uma maior propensão para o investimento, o que está a acontecer, mas não na dimensão desejada.”

Paulo Macedo

Presidente executivo da CGD

“Temos o indicador de confiança mais elevado dos últimos 40 anos da parte dos consumidores e dos mais elevados da parte dos empresários”, disse, alertando que esse dado, conjugado com as “baixas taxas de juro”, propicia oportunidades de investimento para as empresas.

“Há uma maior propensão para o consumo e deveria estar a haver também uma maior propensão para o investimento, o que está a acontecer, mas não na dimensão desejada”, afirmou.

Paulo Macedo assinalou que “nunca houve tanto dinheiro à ordem nos bancos como há agora, porque também existe uma “baixa poupança”, e os clientes querem “melhores aplicações para este dinheiro”, seja através da procura de imóveis para arrendamento “numa proporção muito maior do que no passado”, seja em termos de “seguros”, para “proteger a reforma, a saúde e o património”.

Neste momento, continuou, existem “taxas de juro reais negativas” e os custos dos financiamentos para as empresas caíram “substancialmente”, o que, juntamente com “um índice de confiança de consumidores e de empresários bastante alto”, abre “uma oportunidade de investimento”.

E, assinalou, apesar de continuar a haver um conjunto de empresas que estão “desequilibradas, entre capitais próprios e capitais alheios”, está a acontecer “um novo fenómeno”, que é “um aumento da poupança muito significativo” da parte de outras empresas.

“Há um conjunto de empresas que, claramente, nesta conjuntura, está à procura de oportunidades de negócio”, frisou, garantindo que a CGD está disponível para financiar esses empresários.

No seu discurso, Paulo Macedo abordou também o desenvolvimento tecnológico e, referindo que o banco tem “mais de 100 mil clientes digitais”, explicou que a CGD está “a trabalhar no desenvolvimento da Caderneta Digital”.

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