Bancos fecham balcões. Crédito Agrícola “vê oportunidades”

  • Rita Atalaia
  • 27 Março 2018

O presidente do Crédito Agrícola afirma o banco vai manter as agências nas regiões do país onde as outras instituições estão a encerrar. "Não vamos abandonar as pessoas", garante Licínio Pina.

O presidente do Crédito Agrícola garante que o banco vai manter as agências em regiões do país onde outras instituições financeiras estão a sair. “Onde outros veem dificuldades, nós vemos oportunidades”, afirma Licínio Pina na apresentação dos resultados do banco para 2017, quando conseguiu mais do que duplicar os lucros para 150,2 milhões de euros.

“O Crédito Agrícola tem feito um esforço enorme para manter as agências em funcionamento. Temos reduzido algumas. Mas é atualmente a maior rede de agências“, refere o presidente do Crédito Agrícola. Ao todo, o banco tem 669 balcões. “Onde os outros veem dificuldades, nós vemos oportunidades. Não vamos abandonar as pessoas”, garante.

"O Crédito Agrícola tem feito um esforço enorme para manter as agências em funcionamento. Temos reduzido algumas. Mas é atualmente a maior rede de agências. Onde os outros veem dificuldades, nós vemos oportunidades. ”

Licínio Pina

Presidente do Crédito Agrícola

De acordo com o banco, a “rede de distribuição do Crédito Agrícola foi, ao longo de 2017, alvo de alterações pontuais no que respeita à localização e ao horário das agências enquanto estratégia privilegiada para rentabilização da sua rede, tendo existido a preocupação de minimizar os encerramentos”.

Apesar de o presidente do Crédito Agrícola, Licínio Pina, não falar em encerramento de balcões, põe em cima da mesa a possibilidade de o banco vir a avançar com a fusão de caixas agrícolas. “Temos um conjunto de caixas de muito reduzida dimensão”, explica. E, à luz das novas exigências regulamentares, “terão de se fundir para ganhar escala”. Nos próximos dois anos, a instituição financeira deve avançar com a fusão de 20 caixas, explica Licínio Pina. Isto numa altura em que o banco “está mais focado em desenvolver a banca digital e não física”, remata.

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