Imobiliárias espanholas de olho no mercado português

Duas das maiores empresas imobiliárias cotadas em Espanha planeiam apostar no imobiliário português. Mas dizem que é importante que o país crie um regime de REIT.

O mercado imobiliário português continua nos radares de cada vez mais investidores. Desta vez, ainda que aqui ao lado, está na mira de duas das maiores empresas imobiliárias cotadas de Espanha, também conhecidas como REIT. Os responsáveis dessas entidades estão focados essencialmente em ativos de escritórios e comércio, bem como de hotelaria e turismo.

A Merlin Properties pretende aumentar a sua exposição no mercado imobiliário português, uma vez que já é proprietária de várias edifícios de escritórios e de uma galeria comercial. Assim, o foco será o retalho. Por sua vez, a Hispania, pretende estrear-se em Portugal através do imobiliário turístico e hoteleiro. No entanto, embora ambas reconheçam o potencial do mercado português, salientam a necessidade de Portugal em criar um regime de REIT.

Os Real Estate Investment Trust (REIT) são empresas que se dedicam exclusivamente a ativos imobiliários, acabando por funcionar como sociedades de investimento cotadas em bolsa. Atualmente existem em vários países, inclusive Espanha e, por cá, são uma medida reclamada há muito tempo pela indústria imobiliária e financeira. Entre as principais vantagens deste veículo de investimento constam a transparência, a simplificação e a segurança, para além de uma visão a longo prazo. O setor estima que a criação de REITs em Portugal atraia um investimento entre os dez e os 15 milhões de euros.

Se Portugal não legisla os REIT, os investidores terão que investir no nosso mercado através de outros países, com as devidas perdas em termos de receita para o país“, diz Manuel Porta da Costa, da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP), em comunicado.

“Os investidores internacionais querem muito investir em Portugal, mas que procuram fazê-lo através de um formato semelhante ao que têm disponível noutros países. Temos que lhes dar essa estabilidade, porque o custo de oportunidade de não o fazermos pode ser enorme”, disse António Gil Machado, diretor da Iberian Property, um evento do setor que decorreu em Madrid, no qual as empresas mencionaram o interesse em Portugal.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Imobiliárias espanholas de olho no mercado português

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião