Tecnológicas continuam a pressionar, mas Wall Street abre em terreno misto

  • Juliana Nogueira Santos
  • 28 Março 2018

Depois de alguns momentos de calma, o setor tecnológico volta a ser pressionado. Estão em queda a Amazon, a Apple e a Intel. O Facebook está a salvo.

O pesadelo das tecnológicas nos mercados ainda não terminou. Depois de alguns momentos de calma, o setor volta a ser pressionado nesta sessão de quarta-feira, com as preocupações em torno da privacidade e da sustentabilidade a adensarem-se.

Tudo começou quando foi conhecido que uma empresa de análise política tinha conseguido a aceder aos dados de 50 milhões de utilizadores do Facebook. Após pedidos de desculpa e promessas de redenção, as falhas na privacidade continuaram a vir a público, sendo que muitos utilizadores, particulares e institucionais, estão a abandonar a plataforma.

Com isto em mente, o industrial Wall Street avançava 0,51% no início da sessão, cotando nos 23.979,60 pontos. Já o S&P 500 ganhava 0,05% para 2.613,98 pontos. A sentir a pressão vendedora está o tecnológico Nasdaq, que perde 0,15% para 6.998,08 pontos

“As grandes tecnológicas deixaram de ser uma caixa fechada e elegante. É agora uma confusão de fios que requer intervenção constante de um número cada vez mais de humanos, para que não descarrile”, apontou à CNBC o analista Nicholas Colas, da Data Trek Research. “Em conclusão, a rosa das tecnológicas deixou de florescer.”

A registar quedas mais expressivas estão as ações da Apple, que caem 1,25% para 166,23 dólares, as da Amazon que deslizam 5,53% para 1.414,34 dólares e da Intel, que perdem 2,75% para 49,65 dólares. Já as ações do Facebook, a grande castigada até então, seguem a recuperar 0,21% para 152,78 dólares.

A deixar os mercados mais tranquilos estão os últimos dados económicos divulgados esta quarta-feira, que reviram em alta o crescimento da economia norte-americana no quarto trimestre de 2017. Enquanto os analistas apontavam para um crescimento de 2,6%, as estimativas diziam 2,5%.

Contas fechadas, a economia norte-americana acabou por avançar 2,9% de outubro a dezembro, aproximando-se do objetivo de 3% estabelecido pelo Presidente Trump, ainda quando era candidato.

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