Corrida aos reembolsos leva a falhas no sistema de entrega do IRS

  • ECO
  • 3 Abril 2018

A promessa de reembolsar os contribuintes em 12 dias está a levar a uma corrida nos primeiros dias. Observaram-se falhas pontuais no sistema, até nas repartições de Finanças.

Foram quase 260 mil as pessoas que aproveitaram o primeiro dia de entrega do IRS para o fazerem através do Portal das Finanças, comparativamente às 33 mil que o fizeram no ano passado. A puxar pelo tráfego está a promessa por parte do Governo de reembolsar os contribuintes em menos de 12 dias, sempre que o processo seja feito da forma automática.

O Diário de Notícias e o jornal i dão esta terça-feira conta de que os utilizadores experienciaram algumas falhas pontuais no processo, sendo que até nas repartições das Finanças os funcionários nem sempre conseguiam aceder à primeira tentativa.

O DN dá conta de uma manhã passada no serviço de Finanças dos Olivais, em Lisboa, com tempos de espera de uma hora e meia e até dificuldades a entrar no sistema sentidas pelos próprios trabalhadores. No entanto, ressalva que existem também contribuintes que conseguiram entregar a declaração rápido e sem quaisquer problemas.

Ao i, Nuno Pires, membro da direção nacional do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, admitiu que o sistema esteve “muitas vezes em baixo devido a problemas técnicos”, mas que “não há sistema capaz de aguentar tanta procura.

Já António Mendonça Mendes, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, afirmou que “é preciso desmistificar as falhas”, uma vez que “elas poderão ser temporárias e não serem atribuíveis ao sistema informático, mas ao browser“.

Para evitar picos de afluência, principalmente no final do prazo, o secretário de Estado veio ainda lembrar que quem faz IRS automático tem 60 dias para tal, sendo que existem mais de 340 repartições das Finanças com apoio digital assistido para que tenha dificuldades. Assim, não há razões “para deixar tudo para a última hora”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Corrida aos reembolsos leva a falhas no sistema de entrega do IRS

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião