Retaliação chinesa faz tremer bolsas norte-americanas. Nasdaq toca mínimo do ano

China retaliou. Vai impor tarifas de 25% à importação de 106 bens norte-americanos, o que está a fazer estremecer Wall Street. As bolsas norte-americanas recuam mais de 1%.

A resposta chinesa às tarifas alfandegárias anunciadas por Trump caiu como uma bomba em Wall Street. Na abertura da sessão desta quarta-feira, o vermelho pintou a praça bolsista norte-americana, com os principais índices a mostrarem recuos significativos. A liderarem as perdas estão a Ford e a Boeing, dois dos principais alvos da retaliação encetada por Pequim.

O índice de referência S&P 500 arrancou a sessão com uma queda de 1,45% para 2.576,55 pontos. O Nasdaq e o Dow Jones também seguem a tendência, com o tecnológico a recuar 1,73% para 6.820,99 pontos e o industrial a desvalorizar 2,09% para 23.531,82 pontos.

“É olho por olho, neste quadro de retaliação chinesa. A queda de hoje provavelmente levará os índices a tocarem mínimos do ano, nos próximos dias”, sublinhou, em declarações à Reuters, Peter Cardillo, economista chefe da nova-iorquina First Standard Financial. O Nasdaq está já com saldo negativo em 2018.

A China anunciou, esta quarta-feira, que vai impor tarifas de 25% em 106 bens norte-americanos em retaliação à guerra comercial lançada por Donald Trump. A medida deverá atingir 50 mil milhões de dólares de importações norte-americanas e terá como principais alvos as indústrias automóvel, da aviação, química e da soja.

Neste contexto, os títulos da maior exportadora americana para a China, a Boeing derraparam, no início desta sessão, recuando 4,38% para 316,33 dólares. Quanto às fabricantes automóveis, as ações da Ford desvalorizaram 2,33% para 10,90 dólares, as da General Motors caem 1,52% para 36,37 dólares e as da Fiat Chrysler recuam 3,03% para 21,13 dólares. Também a Tesla (cujos títulos têm vividos dias negros face à partida de 1 de abril de Elon Musk) sofre com a retaliação chinesa. Os títulos desvalorizam 3,97% para 256,92 dólares.

No setor da tecnologia, as ações da fabricante de micro processadores AMD recuam 4,24% para 9,14 dólares. “Enquanto setor, a tecnologia tem muito a perder num mundo em que o comércio global é restrito”, explicou a tendência negativa Rick Meckler, presidente da firma de investimento Liberty View Capital, à mesma agência.

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