Contribuintes desabafam frustrações com a entrega de IRS nas redes sociais

  • Rita Frade
  • 5 Abril 2018

Mais de 600 mil portugueses já entregaram o IRS, mas há ainda quem não tenha conseguido submeter a sua declaração. Contribuintes desabafam frustrações nas redes sociais.

São já mais de 600 mil os portugueses que entregaram o IRS, de acordo com a edição desta quinta-feira do Correio da Manhã (acesso pago), mas há ainda quem não tenha conseguido submeter a sua declaração.

Centenas de contribuintes já tiveram, inclusive, de se deslocar às repartições de finanças, mas até aí os funcionários enfrentaram dificuldades em aceder ao sistema informático.

As redes sociais foram outro dos meios escolhidos pelos portugueses para manifestar o seu desagrado, relativamente aos problemas que estão a enfrentar para conseguirem entregar a sua declaração de IRS a tempo e horas.

No Twitter, vários utilizadores queixam-se do facto de não estarem a conseguir fazer “uma simples simulação do IRS”, quanto mais entregá-lo.

Há também quem se queixe da existência de falhas no processo, mesmo que se utilizem browsers diferentes:

Há, inclusive, quem aproveite para brincar com a situação, comparando-a com os tempos de escola, em que se tinha uma data específica para entregar um trabalho:

Mas nem tudo é mau. O momento em que se consegue submeter (finalmente) o IRS é também pretexto para se festejar:

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Contribuintes desabafam frustrações com a entrega de IRS nas redes sociais

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião