IRS tem de ser entregue obrigatoriamente pela Internet. Conheça os locais de apoio

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 5 Abril 2018

O Portal das Finanças disponibilizou um documento com os locais de apoio à entrega do IRS. Declaração já não pode ser entregue em papel.

O IRS em papel acabou. A partir deste ano, a entrega da declaração tem de ser feita obrigatoriamente através do Portal das Finanças. Para os contribuintes com maiores dificuldades neste processo, os Serviços Locais de Finanças vão prestar apoio. E também há juntas de freguesia e Espaços Cidadão disponíveis.

No Portal das Finanças foi publicado um documento com os locais de apoio à entrega do IRS. Aqui constam os Serviços Locais de Finanças que vão prestar essa ajuda, bem como os que possibilitam atendimento por marcação, e ainda os Espaços Cidadão e juntas de freguesia que se disponibilizaram no mesmo sentido, nos horários referidos.

“A entrega da declaração modelo 3 de IRS, com referência aos rendimentos de 2017, passou a ser feita, obrigatoriamente, através do Portal das Finanças”, indica a informação publicada.

“No sentido de apoiar os contribuintes na entrega da mesma, todos os Serviços Locais de Finanças disponibilizarão ao contribuinte o apoio necessário, sendo que alguns possibilitam esse apoio mediante marcação prévia, evitando-se assim perdas desnecessárias de tempo. Essa marcação pode ser feita nos Serviços de Finanças, através do Portal das Finanças (Contacte-nos > Atendimento por marcação) e do Centro de Atendimento Telefónico (217 206 707)”, continua.

A mesma nota recorda que, para entregar a declaração de IRS, é necessário que todos os elementos do agregado familiar tenham uma senha de acesso ao Portal das Finanças.

De acordo com o Ministério das Finanças, só uma minoria dos contribuintes entregou o IRS em papel em 2017 — 97,2% optaram pela via eletrónica. A partir deste ano, apenas esta possibilidade está disponível, uma decisão motivada nomeadamente pelo alargamento do IRS Automático. Pelas contas do Governo, 60% dos agregados podem aceder à declaração automática — os contribuintes devem verificar se toda a informação está correta e confirmar a declaração, mas mesmo que não façam nada, esta é considerada entregue.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

IRS tem de ser entregue obrigatoriamente pela Internet. Conheça os locais de apoio

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião