A tarde num minuto

Não teve tempo de ler as notícias esta tarde? Fizemos um best of das mais relevantes para que fique a par de tudo o que se passou, num minuto.

Os contribuintes portugueses já submeteram um milhão de declarações de IRS relativo a 2017. A entrega começou no domingo passado. O governador do Banco de Portugal recordou o caso espanhol, ao lado do governador do Banco de Espanha, para alertar que contas públicas saudáveis podem ser “aparentes” se ancoradas no imobiliário.

Um milhão de declarações de IRS já foram entregues até esta sexta-feira, avançou o Ministério das Finanças em comunicado. “Atingiu-se hoje [sexta-feira] a marca de um milhão de declarações do Modelo 3 de IRS (automático e normal) entregues através do Portal das Finanças, sendo cerca de metade relativas ao IRS Automático”, lê-se no texto enviado às redações. O prazo acaba no dia 31 de maio.

“Se alguém olha para as contas públicas isoladamente sem olhar para a sustentabilidade macroeconómica comete um erro”. A frase foi dita por Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, esta sexta-feira numa conferência com o governador do Banco de Espanha, Luis Linde. Recordando o início da crise espanhola, Costa alertou que “as receitas do setor público associadas a impostos do imobiliário” podem criar uma situação “aparente” de contas públicas saudáveis.

Afinal, a prisão de Lula ainda não é certa. Ao contrário do que foi avançado, o Supremo Tribunal de Justiça ainda não decidiu o destino do segundo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do antigo presidente.

O CaixaBank quer impulsionar o crescimento do BPI este ano. Esta foi uma das prioridades definidas na assembleia geral de acionistas do banco catalão para a instituição financeira liderada por Pablo Forero. Gonzalo Gortázar, CEO do CaixaBank, aplaude os “esforços e trabalho” constante da equipa e define metas para 2020: o banco português deverá alcançar uma rentabilidade superior a 10%. Isto depois de os lucros do BPI terem afundado para 10 milhões no total do ano.

Rita Marques, diretora executiva do programa de MBA da Porto Business School, é o nome que se segue à frente da Portugal Ventures, apurou o ECO. Marques é a escolha do Ministério da Economia e da secretaria de Estado da Indústria. Rita Marques será a nova presidente da gestora de fundos de capital de risco pública, e sucede a Celso Guedes de Carvalho.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

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António Costa
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