Barclays trata bitcoin como se fosse uma gripe

  • Juliana Nogueira Santos
  • 10 Abril 2018

Os analistas do banco utilizam um modelo que compara a bitcoin como uma infeção. E avisam que é provável que já tenha atingido o seu auge.

Ainda que a febre da bitcoin tenha acalmado, as teorias em torno desta moeda virtual não param de surgir. Há quem a compare com uma bolha, lhe chame um ativo especulativo, mas os analistas da Barclays vão mais além. Dizem que esta em tudo se parece com uma gripe.

Como conta a Bloomberg, o modelo de análise do Barclays divide os potenciais investidores de bitcoin em três grupos: os suscetíveis, os infetados e os imunes. Para além disto, os analistas parte também o princípio que o interesse em investir em moeda se difunde como a gripe, através do contacto com os outros.

O modelo foi divulgado numa carta aos clientes, na qual se pode ler “há medida que mais pessoas se tornam investidores, a percentagem de população disponível para se tornar num novo investidor (ou novos ‘hospedeiros’) diminui e a parte da população que poderá vender (ou ‘curar-se’) aumenta”.

Assim, “isto leva a um aumento dos preços e, progressivamente, à medida que os choques fazem aumentar a proporção de vendedores em relação aos compradores, os preços começam a cair”. Compara-se então com a criação de uma imunidade, como acontece nas infeções, que faz com que uma grande porção da população fique imune.

Coincidência ou não, foi em dezembro, pico do inverno, que a moeda virtual mais conhecida do mundo tocou máximos históricos de perto de 20 mil dólares. Segue agora a negociar perto dos 6.700 dólares.

E tal como acontece na maioria das gripes, há uma cura para a febre das criptomoedas. Segundo o modelo seguido pelos analistas do Barclays, a bitcoin já deverá ter atingido o seu valor mais alto. “Acreditamos que a fase especulativa do investimento em criptomoedas — e talvez o seu pico — talvez tenha passado”, escrevem os analistas.

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