Equipa especial de três magistradas investiga crimes ligados ao futebol

  • Lusa
  • 12 Abril 2018

Joana Marques Vidal criou uma equipa especial de procuradores para investigar exclusivamente crimes relacionados com o futebol. Já está a trabalhar desde 4 de abril.

A Procuradora-Geral da República criou uma equipa com três magistradas para investigar os inquéritos relativos a crimes ligados ao futebol, que começou a trabalhar no início deste mês, no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). Em resposta à agência Lusa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) explica que a equipa “analisará os procedimentos em curso”. A notícia foi avançada em primeira mão pela revista Sábado.

Em resposta à agência Lusa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) explicou que esta equipa, formada por três magistradas – duas procuradoras da República e uma procuradora-adjunta – do DCIAP e do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) vai ser responsável igualmente pela coordenação relativamente à investigação de todos os inquéritos relacionados com a matéria.

A equipa “analisará os procedimentos em curso, bem como as novas denúncias apresentadas e, na decorrência dessa análise, decidirá quais as investigações que deverão ser afetas à equipa e quais as que deverão ser concluídas pelos departamentos do Ministério Público em que tiveram início ou nos quais foram recebidas as novas denúncias”, explica a PGR.

A PGR reconhece que esta decisão resulta do aumento significativamente do número de denúncias relacionadas com o fenómeno desportivo, designadamente com o futebol. “Atendendo ao elevado número de casos, à sua dispersão territorial, bem como à repercussão social dos factos, considera-se fundamental que a investigação se desenvolva com conhecimento global do fenómeno, de forma concentrada, integrada e coordenada”, acrescenta a PGR.

A equipa de magistradas iniciou funções no passado dia 4 de abril e desenvolve a sua atividade no DCIAP, respondendo hierarquicamente, no âmbito dos inquéritos que lhe estejam afetos, ao diretor deste departamento.

Segundo a revista Sábado esta decisão está a criar uma certa controvérsia com o Ministério Público e a Polícia Judiciária.

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