BRANDS' ADVOCATUS Primeiro o coworking. Agora o coliving

  • ADVOCATUS + CUSHMAN & WAKEFIELD
  • 12 Abril 2018

Diferentes iniciativas de coliving têm ganhado muitos adeptos e empreendimentos pelo mundo.

O coliving pode ser visto como a solução para a crise imobiliária e falta de oferta de espaços nas cidades, uma forma de potenciar relações verdadeiras neste mundo digital, uma nova vivência para empreendedores, nómadas e trabalhadores remotos. Está relacionado com o espírito de comunidade e desenvolvimento de relações entre aqueles que ocupam um determinado espaço. Essencialmente significa viver em grupo.

A maior parte dos novos empreendimentos que seguem o movimento, como o The Collective, em Londres, o WeLive, em Nova Iorque ou o Roam Coliving, em Bali, são projetados para jovens e trabalhadores independentes. “Os Millennials valorizam experiências e não bens materiais”, dizem os empreendedores especialistas em coliving. Estes procuram flexibilidade e mobilidade, espaços cómodos e práticos, onde se podem trocar experiências, aperfeiçoar habilidades e criar oportunidades profissionais. É uma filosofia muito atrativa para os que querem assumir novos modos de vida, para aqueles que trabalham remotamente, para quem quer viver em comunidade e criar sinergias para desenvolver os seus novos projetos. Combinam-se, muitas vezes, com espaços de coworking e, tal como este, é um movimento que estimula a criatividade e a colaboração.

Ao contrário dos alojamentos tradicionais para profissionais, como hotéis ou apartamentos turísticos com serviços, estes novos espaços de coliving não são tão formais nem são apenas sítios onde simplesmente se fica hospedado. Kera Package, COO do PodShare – um conceito focado nos nómadas digitais -, afirma que “o ecossistema é completamente diferente quando comparando com os típicos alojamentos”.

Apesar de ainda existirem dúvidas sobre a sustentabilidade deste novo tipo de residências, diferentes iniciativas de coliving têm ganho muitos adeptos e empreendimentos pelo mundo. Em vários países, este conceito já evoluiu e está a ser pensado como o único modo de vida futuro para todas as idades e culturas. A criação de espaços de coliving para idosos, bem como outros que se focam em experiências que investem na educação colaborativa de crianças, são já uma tendência. Talvez Dezeen James Scott, COO do The Collective tenha razão quando afirma que “no futuro seremos todos sem-abrigo”.

Em Portugal há ainda poucos projetos, mas vários em estudo, o que demonstra o potencial do país em abraçar esta tendência.

Artigo desenvolvido por Vera Roquette Geraldes, Office Negotiator / Consultant na Cushman & Wakefield

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Primeiro o coworking. Agora o coliving

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião