CGD recebe sete ofertas não vinculativas para filial espanhola

  • ECO
  • 18 Abril 2018

De duas dezenas de interessados iniciais, há agora em cima da mesa sete propostas não vinculativas para a compra da filial espanhola da CGD. Liberbank e Abanca entre esses interessados.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) recebeu sete ofertas não vinculativas pela sua filial espanhola, o Banco Caixa Geral, que colocou à venda no final do ano passado. Quatro das propostas vêm de bancos e três de fundos, não havendo nenhum banco português na corrida.

O Liberbank e o Abanca são dois dos interessados, avança o Jornal de Negócios. O Lone Star, que detém 75% do Novo Banco, chegou a olhar para o dossiê mas acabou por não entregar qualquer proposta. A administração do banco público está agora a olhar para as proposta e a pedir informações adicionais aos oferentes, para perceber se há mesmo interesse em avançar para a fase das propostas vinculativas.

“Não podemos dizer nada sobe este processo nesta altura”, respondeu a instituição ao mesmo jornal sobre esta venda, que é motivada pelos compromissos assumidos com Bruxelas.

As sete propostas que estão agora em cima da mesa resultam de duas dezenas de interessados. O BCP, por exemplo, esteve de olho nessa filial, mas acabou por não avançar para a fase seguinte.

Depois de receber os esclarecimentos que está a pedir aos oferentes, a administração do banco deverá fechar ainda mais essa lista, reduzindo-a às entidades com as quais acredita que deve negociar. A recomendação seguirá, no momento seguinte, para o Governo, uma vez que cabe ao Conselho de Ministros definir quais os interessados que integram cada fase.

A alienação do Banco Caixa Geral acontece no quadro do plano de reestruturação do banco público português acordado com a Comissão Europeia. Recorde-se que a instituição em causa resulta da fusão de rês outros bancos (Banco de Extremadura, Banco Luso Español e o Simeón).

No ano passado, a filial espanhola contribuiu com 26,3 milhões para a CGD. Também no Brasil e na África do Sul, estão a ser estudadas as possibilidades de alienação das filiais internacionais do banco liderado por Paulo Macedo.

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