Hoje nas notícias: Pedrógão, cirurgias e dividendos

  • ECO
  • 2 Maio 2018

A auditoria interna da Proteção Civil ao incêndio de Pedrógão Grande, mantida em segredo, revela que houve provas apagadas ou destruídas. Veja o que marca as notícias nesta quarta-feira.

A auditoria interna da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) aponta falhas graves na organização inicial do combate ao incêndio de Pedrógão Grande. Na Saúde, há 18 mil cirurgias em risco com as greves deste mês. E olhando já para a bolsa nacional, os investidores estrangeiros vão receber pelo menos 1,2 mil milhões de euros em dividendos que as cotadas pagam este mês. Estas são algumas das notícias em destaque esta quarta-feira.

Relatório revela que foram destruídas ou apagadas provas do combate ao incêndio de Pedrógão Grande

Já eram conhecidos dois relatórios ao incêndio de Pedrógão Grande, mas faltava revelar a auditoria interna da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). O documento, a que o Público teve acesso, aponta falhas graves na organização inicial do combate ao incêndio e revela que não existem provas documentais. O primeiro posto de comando do incêndio foi uma mesa, com quatro cadeiras e um computador pessoal “com o Google Earth aberto”. Veja a notícia completa aqui [acesso condicionado].

Portugal comprou moedas de 1 e 2 cêntimos à Irlanda

Portugal comprou no ano passado 272 milhões de moedas de 1 e 2 cêntimos à Irlanda. E vendeu 2,1 milhões de moedas de dois euros. Em causa está um novo tipo de acordo comercial celebrado entre os dois países. Os montantes envolvidos chegam aos 4,2 milhões para cada um dos lados. A notícia é do Público [acesso condicionado].

Greves põem em causa 18 mil cirurgias

As greves de maio na Saúde ameaçam deixa 18 mil cirurgias por fazer, estima o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH). Os cálculos apontam assim para cerca de três mil operações programadas que têm de ser adiadas por cada dia de paralisação. E muitas não serão compensadas este ano. Leia a notícia completa no Diário de Notícias.

Mais de metade dos dividendos segue para acionistas estrangeiros

Os investidores estrangeiros da bolsa nacional vão receber pelo menos 1,2 mil milhões de euros em dividendos que as cotadas pagam este mês. Em causa está mais de metade dos dividendos pagos e mais de um terço dos lucros obtidos. As ações da EDP — a segunda cotada mais valiosa e a que mais dinheiro entrega aos acionistas — já descontaram o dividendo de 19 cêntimos e o dinheiro começa a chegar aos acionistas a partir desta quarta-feira: dos 695 milhões de euros pagos, 618 milhões vão sair de Portugal. A notícia é do Jornal de Negócios [acesso condicionado].

António Costa já cortou 250 milhões de euros à EDP

O atual Governo já cortou as rendas da energia em 250 milhões de euros. O corte mais recente diz respeito às contas finais dos contratos CMEC (Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual). A 25 de abril, o Governo deu luz verde às contas da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) para os CMEC do período 2017-2027, o que implica um corte na remuneração variável de 154 milhões de euros. Veja a notícia no Jornal de Negócios [acesso condicionado].

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Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

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