OPA chinesa à EDP. “Governo não tem nada a opor”, diz António Costa

O Governo não se opõe a uma OPA dos chineses à EDP. Foi o primeiro-ministro, António Costa, que o afirmou à Reuters perante a iminente oferta sobre a elétrica portuguesa.

A EDP vai ser alvo de uma oferta pública de aquisição (OPA) por parte de um consórcio chinês do qual faz parte o seu maior acionista, a China Three Gorges. O Governo “não tem nada a opor”, diz António Costa, à Reuters. Remete a aceitação ou não da proposta para os acionistas da empresa liderada por António Mexia. Diz mesmo que os chineses “têm sido bons investidores em Portugal”.

O Estado chinês, através da China Three Gorges e da CNIC, já controla mais de 28% do capital da empresa portuguesa. Agora, vai avançar, num consórcio, com uma oferta pela totalidade do capital da EDP, sendo que o sucesso da oferta deverá ser alcançado caso consiga fechar o processo com 50% do capital.

“O Governo não tem nada a opor” neste negócio, diz o primeiro-ministro português, em declarações citadas pela agência noticiosa norte-americana. O Expresso, que avançou a informação, já afirmava que o Executivo não se iria opor a esta movimentação que pode deixar a elétrica portuguesa nas mãos do Estado chinês.

“Os investidores chineses têm sido bons investidores em Portugal”, diz. Para António Costa, esta é uma questão que é da responsabilidade dos acionistas da elétrica. “O que é importante é o que é que querem fazer com a empresa. Qual o futuro que vêm para a empresa”, diz o líder do Executivo, em declarações transmitidas pelas televisões.

Atrás dos chineses, a segunda maior acionista da empresa é um grupo chamado Capital Group Companies, que controla pelo menos 12% da energética portuguesa (considerando apenas as posições comunicadas à CMVM, isto é, as que são superiores a 2%).

 

A terceira maior acionista da EDP é a Oppidum Capital. Detém mais de 263 milhões de ações, comandando 7,19% dos direitos de voto da empresa portuguesa, imputáveis ao empresário Fernando Masaveu Herrero, um dos homens mais ricos de Espanha. A BlackRock vem logo a seguir, com 5% do capital.

O Governo de Abu Dhabi, através da empresa Mubadala Investment, controla 4,06% da EDP, o que faz dele o quinto maior acionista da EDP. Já o Fundo Soberano da Noruega, o Norges Bank, controla 2,75% da empresa de António Mexia e é o sexto maior acionista.

O grupo BCP — sobretudo o fundo de pensões do banco português — controla 2,44% da energética portuguesa. Ainda no patamar dos 2% está a posição de 2,38% da Sonatrach (a “maior empresa de extração de petróleo e gás de África”, detida pelo Governo da Argélia) e a da Qatar Investment Authority, com 2,27%.

(Notícia atualizada às 21h01 com mais informação)

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