Sucesso da OPA à EDP está nas mãos destes oito acionistas

A par das empresas chinesas, que controlam mais de 28% da EDP, existem oito grandes acionistas da elétrica nacional. São sobretudo eles que vão ditar o sucesso ou insucesso da OPA chinesa à companhia.

O nome China Three Gorges até pode ser desconhecido da generalidade dos portugueses, mas o grupo é bem conhecido no panorama económico nacional. É o conglomerado chinês que, em conjunto com a empresa estatal CNIC, já detém 28,25% da EDP, a elétrica portuguesa liderada por António Mexia. Esta sexta-feira soube-se que um consórcio chinês, do qual faz parte aquele grupo, se está a preparar para lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a gigante nacional da energia. Se a participação da China na EDP já era relevante, passará a ser significativamente maior se esta operação avançar.

Mas quem são os atuais acionistas da EDP, isto é, as empresas que “mandam” na companhia e que vão ditar o sucesso ou insucesso desta OPA? O gráfico a seguir mostra a estrutura acionista conhecida da EDP, de acordo com os dados mais recentes, com a data do passado dia 6 de maio:

A China Three Gorges é mesmo o maior acionista da EDP, com uma participação de 23,27% na empresa de António Mexia. Mas é uma posição que pode ser somada aos 4,98% da CNIC Co. Estas duas empresas são totalmente detidas pela República Popular da China, o que confere ao Estado chinês uma posição total de 28,25% na empresa portuguesa. Participação essa que, se houver mesmo uma OPA, como revelou o Expresso (acesso pago) esta sexta-feira, irá de certeza aumentar.

Considerando como única a posição chinesa na EDP, a segunda maior acionista da empresa é um grupo chamado Capital Group Companies, que é descrito pela EDP como “um consultor de investimentos sediado nos Estados Unidos da América, que administra fundos de investimento mútuo”. Direta e indiretamente, esta empresa controla pelo menos 12% da energética portuguesa (considerando apenas as posições comunicadas à CMVM, isto é, as que são superiores a 2%).

A terceira maior acionista da EDP é a Oppidum Capital. Detém mais de 263 milhões de ações, comandando 7,19% dos direitos de voto da empresa portuguesa, imputáveis ao empresário Fernando Masaveu Herrero, um dos homens mais ricos de Espanha.

A BlackRock, nome que já diz mais aos portugueses desde que começou a adquirir participações em várias empresas depois da crise financeira, é a quarta maior acionista da EDP. Controla, direta e indiretamente, 5% da energética portuguesa, através de empresas com sede no Reino Unido, Luxemburgo, Holanda, entre muitas outras.

O Governo de Abu Dhabi, através da empresa Mubadala Investment, controla 4,06% da EDP, o que faz dele o quinto maior acionista da EDP. Já o Fundo Soberano da Noruega, o Norges Bank, controla 2,75% da empresa de António Mexia e é o sexto maior acionista.

O grupo BCP — sobretudo o fundo de pensões do banco português — controla 2,44% da energética portuguesa. Ainda no patamar dos 2% está a posição de 2,38% da Sonatrach (a “maior empresa de extração de petróleo e gás de África”, detida pelo Governo da Argélia) e a da Qatar Investment Authority, com 2,27%.

De resto, a EDP detém quase 22 milhões de ações próprias, isto é, 0,6% do seu próprio capital. Existem ainda cerca de 1,2 mil milhões de ações da EDP dispersas em bolsa (free float), o que representa 33,06% do capital da companhia.

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