Santa Casa decidiu “fazer um compasso de espera” na entrada no capital do Montepio

Edmundo Martinho afirma que "a decisão do Parlamento pode vir a influenciar a decisão do Governo" quanto à entrada no capital do Montepio, mas por enquanto vai aguardar.

Edmundo Martinho afirmou esta sexta-feira que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) vai aguardar pela decisão de Governo para decidir se entra, ou não, no Montepio. “Entendemos que a decisão do Parlamento pode vir a ter influência na decisão do Governo“, disse, acrescentando ainda que não sabe se virá a ser administrador do Montepio.

Foi aprovada, recentemente, no Parlamento, uma recomendação ao Governo, e aprovada por unanimidade, que não é muito frequente”, comentou, referindo às recomendações do PSD e do CDS-PP que foram aprovadas pelo Parlamento, para que o Governo impeça a entrada da Santa Casa da Misericórdia no capital do Montepio e ainda outra do Bloco de Esquerda que pede a regulação dos investimentos daquela instituição. “Quanto a esta decisão do Parlamento, do nosso ponto de vista, é uma ideia que nos parece muito razoável e positiva em termos futuros“, disse.

“Do nosso ponto de vista, estão reunidas as condições para que possamos tranquilamente aguardar pela definição — se for esse o entendimento do Governo — daqueles que serão os caminhos de investimento da Santa Casa”, começou por dizer o administrador da instituição. Edmundo Martinho adiantou ainda que “a decisão foi fazer um compasso de espera e só depois tomar uma decisão”.

Durante a apresentação das contas referentes ao ano passado, Edmundo Martinho entende esta atitude como “uma regra de prudência“, de forma a “acautelar o que pode vir a acontecer no futuro”.

Edmundo Martinho acrescentou ainda que, através de vários contactos que a instituição tem mantido, “há centenas de entidades de cariz social que mantêm a intenção de, em conjunto, afirmar o interesse no projeto e, eventualmente, participar de forma simbólica no capital da Caixa Económica Montepio Geral”.

Desta forma, a SCML continua a considerar que este projeto faz sentido: “Essa convicção mantém-se, nesta altura num quadro diferente”.

“Não sou administrador e não sei se virei a ser”

Questionado pelos jornalistas, Edmundo Martinho confirmou que a Santa Casa propôs o nome de um dos atuais administradores não executivos da Caixa Económica Montepio Geral, no entanto, não mostra certezas quanto à possibilidade de vir a integrar o conselho de administração dessa instituição financeira.

Cabe à Associação Mutualista decidir. A equipa dirigente está praticamente concluída. Caberá à Associação Mutualista decidir de que forma é que propõe a composição completa e global”, respondeu, acrescentando: “Não sou administrador e não sei e virei a ser“.

(Notícia atualizada às 13h27 com mais informações)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Santa Casa decidiu “fazer um compasso de espera” na entrada no capital do Montepio

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião