Santa Casa vai disponibilizar 300 casas para o programa de rendas acessíveis

O administrador da instituição adiantou que a SCML tem vindo a discutir com a Câmara de Lisboa a possibilidade de integrar o programa de rendas acessíveis.

Edmundo Martinho disse esta sexta-feira que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) tem estado em discussões com a Câmara Municipal de Lisboa (CML) sobre o projeto de rendas acessíveis, revelando que tem um “conjunto de projetos” que estão a ser reformulados no sentido de “acomodarem soluções habitacionais com rendas acessíveis”.

A Santa Casa tem um património muito vasto e disperso”, disse o administrador da instituição, durante a apresentação dos resultados. Edmundo Martinho acrescentou ainda que esta tem “muito património para reabilitar”.

Temos vindo a discutir com a Câmara a possibilidade de nos integrarmos no projeto das rendas acessíveis“, continuou, adiantando que “há um conjunto de projetos em curso que estão já a ser reformulados, no sentido de puderem acomodar soluções habitacionais no programa da renda acessível”.

Neste sentido, Edmundo Martinho revelou que a instituição pretende “grosso modo, disponibilizar cerca de 300 frações neste programa conjunto com a câmara“.

Recorde-se que, há dias, Assunção Cristas defendeu que o património abandonado da câmara e da SCML deveria ser usado para habitações com rendas acessíveis. “Numa altura em que ouvimos falar em requisitar casas a privados, entendemos que quem tem de dar o exemplo é o grande proprietário da cidade, o Estado, e a Santa Casa Misericórdia de Lisboa — que é o segundo maior. E vamos trabalhar com a câmara e com o Parlamento para que isso venha a acontecer”, afirmou a líder do CDS-PP.

Ainda esta quinta-feira, os centristas apresentaram ao Governo uma proposta em que pedem um levantamento dos imóveis propriedade da Santa Casa que deverão ser “destinados a projetos e programas de habitação com rendas moderadas”, de acordo com o Jornal de Negócios.

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