Auditor diz que Cipan vale mais do que a Lusosuan quer pagar. Saída de bolsa fica comprometida

O auditor a quem a CMVM pediu para calcular a contrapartida justa a pagar pela Suan Farma para avançar com a retirada de bolsa da Cipan fixou-a em 32,9 cêntimos por ação, acima dos 28,14 oferecidos.

A saída de bolsa da Cipan poderá estar comprometida. O auditor independente a quem a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) recorreu para calcular o valor da contrapartida justa a oferecer por cada ação da empresa portuguesa da área dos medicamentos propôs um valor superior ao oferecido pela Suan Farma, através da Lusosuan. Os espanhóis tinham alertado que a operação cairia caso esse cenário se concretizasse, o que agora se confirma.

A possibilidade do falhanço desta operação surge depois de a CMVM ter divulgado nesta terça-feira um comunicado em que dá conta do relatório do auditor para a fixação da contrapartida mínima a oferecer aos acionistas por ocasião da perda de qualidade de sociedade aberta requerida pela Cipan.

“Tendo em conta as análises efetuadas, somos de opinião que a oferta de aquisição se deverá realizar ao preço de 0,329 euros” disse o auditor no relatório requerido pelo regulador do mercado de capitais. O valor que os espanhóis da Suan Farma tinham proposto para ficar com as ações nas mãos dos acionistas minoritários que na assembleia-geral de 6 de março, não votaram favoravelmente à perda da qualidade de sociedade aberta da Cipan, ou que não estiveram presentes, foi de 28,14 cêntimos por ação.

Ora, a Lusosuan que detém 91,78% do capital da empresa portuguesa, avisou logo quando se lançou para a retirada de bolsa da Cipan, que a operação cairia caso a CMVM convocasse um auditor que determinasse um preço superior, o que agora se confirma.

No comunicado divulgado esta terça-feira, a CMVM dá ainda conta que “o procedimento relativo ao pedido de perda da qualidade de sociedade aberta não se encontra ainda concluído”.

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