Finanças veem fatores temporários na travagem do PIB

O Ministério das Finanças acredita que factores temporários explicam o crescimento menor da economia portuguesa no primeiro trimestre. Exportações de abril já serão melhores.

O Ministério das Finanças acredita que a travagem da economia no primeiro trimestre do ano se deveu a fatores temporários e que os dados de abril das exportações já apontam para a dissipação daqueles efeitos.

“Este ritmo de crescimento está em linha com a evolução da economia europeia, onde o crescimento foi afetado por vários fatores temporários”, dizem das Finanças, num comunicado enviado às redações.

Esta manhã, o Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que o PIB aumentou 0,4% face ao trimestre anterior e 2,1% em relação ao período homólogo, nos dois casos um abrandamento da trajetória de crescimento. Também hoje, o Ministério das Finanças viu a Moody’s apontar para um crescimento de 2,1% no conjunto do ano, abaixo da previsão do próprio Governo, bem como do Banco de Portugal e da Comissão Europeia que está nos 2,3%.

Finanças destacam emprego e investimento

“O crescimento do PIB continua a ser impulsionado por um forte crescimento do emprego, refletido num aumento expressivo da receita da Segurança Social, e na redução do desemprego“, argumenta o ministério de Mário Centeno, acrescentando que “o crescimento do primeiro trimestre teve um importante contributo do investimento, mantendo-se assim o padrão de crescimento dos trimestres anteriores“.

Além disso, as Finanças referem no mesmo comunicado dados já de abril, o primeiro mês do segundo trimestre, para defender a ideia de que os próximos dados podem já ser melhores.

O comportamento das exportações no primeiro trimestre de 2018 esteve sujeito a um efeito de calendário significativo (menos dois dias úteis que no trimestre homólogo). Os dados preliminares do comércio extra-União Europeia para o mês de abril indiciam uma forte correção deste efeito. Abril foi o mês com o maior
volume de exportações de sempre do comércio internacional para fora da União Europeia.”

“Este é o décimo sexto trimestre consecutivo de crescimento inclusivo da economia portuguesa, mantendo-se a tendência de aumento do emprego, do investimento e de melhoria da competitividade”, concluem os responsáveis do Ministério das Finanças.

(Notícia atualizada)

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