Lei laboral: CGTP fala em “tentativa de protelar a resolução do problema” para ano de eleições

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 15 Maio 2018

CGTP acusa Governo de tentar "protelar a resolução do problema". Para Arménio Carlos, este prolongamento pode ter como objetivo antecipar uma "mensagem especial" para 2019, ano de eleições.

No final de março, o Governo apresentou aos parceiros sociais um conjunto de 27 propostas para o mercado de trabalho, com o intuito de combater a segmentação do mercado do trabalho e dinamizar a contratação coletiva. Mas o tema continua à espera de novos desenvolvimentos em concertação social. Para a CGTP, existe “uma tentativa de protelar a resolução do problema”.

“Da parte do Governo, em relação à legislação laboral o que nós entendemos é que há aqui uma tentativa de protelar a resolução do problema”, afirmou Arménio Carlos esta terça-feira num almoço com jornalistas, defendendo que o assunto “já podia ter sido resolvido mais depressa”.

Eventualmente estão aqui a perspetivar o prolongamento do processo para se encontrar uma solução algures no final do ano que depois antecipe alguma mensagem especial para 2019, no quadro da realização das eleições

Arménio Carlos

Secretário-geral da CGTP

“Eventualmente estão aqui a perspetivar o prolongamento do processo para se encontrar uma solução algures no final do ano que depois antecipe alguma mensagem especial para 2019, no quadro da realização das eleições“, frisou ainda o secretário-geral da Intersindical. A CGTP garante que só assinará acordos se o conteúdo for positivo para os trabalhadores.

Nas comemorações do 1º de maio, a CGTP anunciou uma “grande manifestação nacional” em Lisboa, para 9 de junho, que servirá para “expressar as reivindicações” da confederação. Hoje, Arménio Carlos notou que “toda a dinâmica que neste momento está instalada aponta” uma “grande manifestação”. E não é “para pôr em causa ninguém”, adiantou ainda, mas sim para alertar o Governo de que “deve ir claramente mais longe”.

Ou “há resposta aos problemas ou então naturalmente aumenta a contestação e simultaneamente a mobilização dos trabalhadores”, rematou.

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