Espanha diz que China Three Gorges entrou num “vespeiro regulatório” com a OPA à EDP

  • ECO
  • 17 Maio 2018

O ministro da Energia de Espanha diz estar a acompanhar a OPA da China Three Gorges à EDP. Álvaro Nadal considera que os chineses se meteram num "vespeiro regulatório".

O ministro da Energia espanhol não está muito otimista em relação à OPA lançada pela China Three Gorges sobre a EDP. Em declarações ao El Economista, Álvaro Nadal diz ainda aguardar pelo pedido formal ao regulador de Espanha — um dos países que tem de autorizar esta operação — relembrando o que foi dito pelo conselho de administração da elétrica portuguesa: o preço é baixo e não reflete o valor da empresa.

Para o político espanhol, a China Three Gorges entrou num “vespeiro regulatório”. Álvaro Nadal diz estar a acompanhar o processo, uma vez que a EDP é regulada em Espanha e detém ativos nucleares. A OPA dos chineses à EDP terá de superar vários obstáculos, com a internacionalização da elétrica nacional, mas principalmente da sua subsidiária para as energias verdes, a obrigar aos chineses a obtenção do aval de países como Espanha e o Brasil, mas também da Polónia e Roménia. Ao todo, são nove os países que terão uma palavra a dizer nesta operação. Mais a União Europeia.

Além dos obstáculos regulatórios, há ainda a questão do preço. O ministro da Energia espanhol relembra o que foi dito pela administração liderada por António Mexia: “o Conselho de Administração Executivo considera que o preço oferecido não reflete adequadamente o valor da EDP”. Ou seja, o preço oferecido é baixo.

A China Three Gorges lançou uma OPA sobre a totalidade do capital da energética portuguesa. Ofereceu 3,26 euros por cada ação da EDP, um prémio de 4,8% face à cotação de fecho da última sessão antes da OPA, de 3,11 euros.

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