Certificados atraem valor mais elevado em seis meses

O investimento em certificados afundou com o corte da taxa dos títulos do Tesouro, mas começa a recuperar. Pelo segundo mês, o valor captado ficou acima dos 100 milhões. É um máximo de outubro.

O Estado está a conseguir captar mais poupanças das famílias. Depois da forte quebra no investimento em certificados, fruto da descida da taxa dos títulos do Tesouro, as subscrições têm vindo a recuperar. Superaram em abril, pelo segundo mês consecutivo, a fasquia dos 100 milhões de euros, alcançado um máximo desde outubro.

De acordo com os dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal, entre novas subscrições e resgates, os certificados garantiram um financiamento público no valor de 114 milhões de euros. Este valor corresponde à subscrição líquida de 127 milhões de euros no caso dos Certificados do Tesouro Poupança Crescimento, mas também aos resgates líquidos de 13 milhões nos certificados de aforro.

O valor aplicado em (CTPC) é o mais elevado desde que estes novos títulos do Tesouro começaram a ser comercializados, em outubro. Os CTPC vieram substituir os Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM), mas com um juro mais baixo. Pagam uma taxa bruta média anual de 1,38% contra os 2,25% dos “antigos” títulos do Tesouro.

Com estes 127 milhões, o montante total confiado pelas famílias portuguesas aos certificados do Tesouro (sejam eles os originais, os CTPM ou CTPC) ascende a 15.486 milhões de euros, bem mais do que os 11.892 milhões que estão aplicados em certificados de aforro. O diferencial está a aumentar, isto porque estes “velhinhos” certificados continuam a perder dinheiro.

Saíram mais 13 milhões de euros em abril, com os portugueses a optarem por resgatar títulos que apresentam, atualmente, uma taxa de juro muito reduzido, reflexo das Euribor negativas. Este foi o 18.º mês consecutivo de saída de dinheiro destes títulos, sendo que o ritmo de resgates está a abrandar. No acumulado do ano foram retirados 49 milhões de euros, contra os 538 milhões no período homólogo.

(Notícia atualizada às 11h31 com mais informação)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Certificados atraem valor mais elevado em seis meses

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião