Portugal vai ser “invadido pela construção espanhola”, diz António Mota

  • ECO
  • 23 Maio 2018

António Mota, presidente da construtora, antecipa uma invasão espanhola no mercado português com o novo ciclo de investimento público que se avizinha. E lamenta a não distribuição de dividendos.

A Mota-Engil EGL 0,00% prepara-se para apostar na alta do mercado imobiliário em Lisboa e no Porto, cidades onde a construtora é dona de um conjunto de terrenos. “Vamos olhar para eles. Mas são áreas onde é preciso sempre muito dinheiro”, avançou o presidente do grupo, António Mota, em entrevista ao Público (acesso pago).

Para António Mota, “o boom da construção no imobiliário [em Portugal] ainda não acabou” e “o crescimento vai continuar, apesar de ser mais moderado”.

Prevê que 2019 traga um novo ciclo de investimento público, um novo momento no mercado português que deverá atrair a atenção de muitas construtoras espanholas. “Agora que vem aí um novo ciclo de investimento, acho que o nosso mercado vai ser invadido pela construção espanhola. Espanha também sofreu com a crise, mas o mercado espanhol é mais protegido do que o português”, referiu o presidente do grupo na mesma entrevista.

"É a primeira vez que apresentamos resultados tão baixos e não distribuímos dividendos. Queremos que a empresa cresça, fique sólida, cada vez mais sólida, e que o futuro seja melhor do que o presente e do que o passado”

António Mota

Presidente da Mota-Engil

A Mota-Engil registou uma quebra de 97% do lucro para dois milhões de euros em 2017 — no ano anterior, o resultado líquido foi de 50 milhões de euros, positivamente influenciado com a alienação das participações na Tertir e na Indáqua. Por essa razão, a construtora não pagará dividendos este ano, o que nunca tinha acontecido. António Mota lamenta.

“É a primeira vez que apresentamos resultados tão baixos e não distribuímos dividendos. Queremos que a empresa cresça, fique sólida, cada vez mais sólida, e que o futuro seja melhor do que o presente e do que o passado”, disse.

Refere ainda que “o sistema financeiro português está mais forte” hoje em dia e acha “muito bem” a divulgação da lista de grandes devedores da banca.

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