Governo aponta para novo aumento real da maioria das pensões em 2019

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 24 Maio 2018

Conselho de Ministros aprovou aumento extraordinário de pensões mais baixas em agosto. Governo acredita que, em 2019, a atualização regular de janeiro se traduza novamente em aumentos reais.

O ministro do Trabalho acredita que a economia vai dar um novo empurrão às pensões no próximo ano, fazendo com que a maioria tenha outra vez um aumento real.

Vieira da Silva recordou esta quinta-feira que as pensões cresceram “de forma significativa” em 2018, fruto de a “fórmula de cálculo utilizar o aumento do crescimento económico” para “permitir um aumento do crescimento real das pensões”.

“Temos obviamente todas as expectativas que, para o ano de 2019, tal venha também a acontecer, já que este indicador reporta a dois anos de crescimento acima de 2%, portanto todos os indicadores apontam para que voltemos a ter o que será o ciclo mais longo de crescimento real das pensões desde há muitos anos a esta parte”, afirmou Vieira da Silva.

O ministro falava no briefing do Conselho de Ministros, que aprovou hoje o prometido aumento extraordinário das pensões mais baixas em agosto, e que, notou Vieira da Silva, “conclui o processo de correção” nos valores das reformas.

Tal como aconteceu em 2017, também este ano os pensionistas com reformas mais reduzidas vão ter direito a um aumento extra em agosto. Serão agora abrangidos 1,6 milhões de pensionistas. O aumento custa 82 milhões de euros mas o impacto em 2018 será de cerca de 35 milhões, referiu o ministro.

O aumento é feito por pensionista, e não por pensão, e tem em conta a atualização de janeiro. Contando com esse aumento no início do ano, os pensionistas deverão receber o montante que falta para perfazer 10 euros — para quem não teve atualizações entre 2011 e 2015 — ou seis euros — nos restantes casos. O objetivo é, assim, que os pensionistas passem a ter garantido, no conjunto das suas pensões, um aumento de 10 ou de seis euros face ao final do ano passado.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Governo aponta para novo aumento real da maioria das pensões em 2019

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião