Trump pronto para atacar Coreia do Norte. Wall Street treme

A desvalorização dos preços do petróleo e a tensão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte levou as bolsas norte-americanas a fecharem no vermelho.

As bolsas norte-americanas regressaram às quedas nesta quinta-feira, num dia que ficou marcado pelas mais recentes decisões de Donald Trump, que cancelou a cimeira com a Coreia do Norte, bem como pela queda dos preços do petróleo, depois de ter sido reportado um novo aumento da oferta da matéria-prima.

O índice de referência S&P 500 fechou a cair 0,2%, para os 2.727,76 pontos. Já o industrial Dow Jones recuou 0,3%, para os 24.811,76 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq fechou abaixo da linha de água, a cair 0,02%, para os 7.424,43 pontos.

Este movimento acontece depois de, esta tarde, Donald Trump ter cancelado a cimeira entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, que estava marcada para o dia 12 de junho, justificando a decisão com a “tremenda raiva e a hostilidade aberta” por parte dos norte-coreanos.

O Presidente norte-americano garantiu ainda estar preparado para atacar a Coreia do Norte, posição que foi apoiada pelo Pentágono. “Sobre se estamos preparados para lutar já esta noite, sim — sempre foi assim”, garantiu a porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, Dana White, em conferência de imprensa.

A penalizar os mercados esteve ainda a desvalorização dos preços do petróleo, ainda depois de, na quarta-feira, o departamento norte-americano responsável pela informação da energia ter reportado que a oferta de petróleo nos Estados Unidos aumentou em 5,8 milhões de barris na semana terminada a 18 de maio.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, acabou por cair 1,63%, para os 70,67 dólares por barril, enquanto o Brent, negociado em Londres, desvalorizou 1,25%, para os 78,80 dólares por barril.

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