Dados do desemprego e Coreia do Norte desanimam Wall Street

A Coreia do Norte volta a lançar ameaças sobre os Estados Unidos, no mesmo dia em que os dados do desemprego desiludiram.

As bolsas norte-americanas voltaram às quedas nesta quinta-feira, numa altura em que se agravam as preocupações em torno da relação entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte. A penalizar os mercados estão também os últimos dados macroeconómicos, no dia em que as autoridades norte-americanas divulgaram estatísticas do desemprego, que foram piores do que era esperado.

O índice de referência S&P 500 abriu a cair 0,11%, para os 2.730,72 pontos. O industrial Dow Jones recua 0,19%, para os 24.841,95 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq, que também abriu em queda, inverteu rapidamente a tendência e negoceia agora acima da linha de água, nos 7.428,24 pontos.

Este movimento acontece depois de a ministra norte-coreano das relações externas ter lançado novas ameaças sobre os Estados Unidos. Em comunicado citado pela imprensa internacional, Choe Son Hui avisa que, se a cimeira entre os dois países, marcada para o dia 12 de junho, não vier a realizar-se, os Estados Unidos poderão ter enfrentar a Coreia do Norte num “confronto nuclear”.

Os investidores estão desanimados também com os últimos dados do mercado trabalho. As autoridades norte-americanas divulgaram, esta manhã, que os pedidos de emprego registados na semana terminada a 19 de maio aumentaram para 234 mil, o nível mais alto das últimas sete semanas e um valor que fica também acima do que era esperado pelos economistas.

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