Acionistas da Luz Saúde aprovam recondução da administração

  • Lusa
  • 25 Maio 2018

Recondução do Conselho de Administração e restantes órgãos sociais para o período de 2018-2021 foi aprovada pelos acionistas do grupo Luz Saúde, esta sexta-feira.

Os acionistas do grupo Luz Saúde aprovaram, esta sexta-feira, a recondução do Conselho de Administração e restantes órgãos sociais para o quadriénio 2018-2021 e a distribuição de 630 mil euros do lucro a colaboradores e administradores executivos.

Os resultados da assembleia-geral de acionistas realizada, esta sexta-feira, foram publicados na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Nos termos de uma das cinco propostas aprovadas, o “ambicioso projeto de expansão” em curso do Grupo Luz Saúde justifica a não distribuição de dividendos em 2018, de forma a afetar “os fundos disponíveis à concretização da estratégia projetada”.

Em contrapartida, foi aprovada a atribuição, “a título de distribuição de lucros a colaboradores e administradores executivos da sociedade, um valor máximo de 630 mil euros”, valor este que “já se encontra refletido no resultado líquido individual” do exercício de 2017, que ascendeu a 10,434 milhões de euros.

Na reunião magna foi ainda aprovada a eleição dos membros dos órgãos sociais e da Comissão de Remunerações para um novo mandato relativo ao quadriénio 2018-2021, prevendo a recondução dos atuais membros do Conselho de Administração, mesa da assembleia-geral, Conselho Fiscal, revisor oficial de contas e Comissão de Remunerações, tal como proposto pela Fidelidade, acionista maioritária da Luz Saúde.

O Conselho de Administração da Luz Saúde é presidido por Jorge Magalhães Correia e tem como vice-presidentes Chen Qiyu e Isabel Vaz, sendo que esta preside à Comissão Executiva.

Os acionistas do grupo dono do Hospital da Luz, entre os quais se destaca também a Fosun, aprovaram as contas de 2017, segundo as quais o lucro consolidado da Luz Saúde recuou 2%, para 17 milhões de euros, em comparação com o ano anterior, de acordo com comunicação feita ao mercado no passado dia 30 de abril.

Em comunicado enviado à CMVM, no período de referência, a dona do hospital da Luz registou 53,7 milhões de euros de EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações), menos 3,1% do que em igual período do ano anterior.

A receita, por sua vez, subiu 7,3%, em comparação com 2016, para 483,8 milhões de euros.

O Grupo Luz Saúde presta os seus serviços através de 29 unidades – onde se incluem 12 hospitais privados, um hospital do Serviço Nacional de Saúde (SNS) explorado pela Luz Saúde em regime de Parceira Público-Privada (PPP), 14 clínicas privadas a operar em regime de ambulatório e duas residências sénior – e está presente nas regiões Norte, Centro, Centro-Sul de Portugal Continental e na Madeira, segundo a informação disponível na sua página na internet.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Acionistas da Luz Saúde aprovam recondução da administração

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião