Há mais um unicórnio português. OutSystems já vale mais de mil milhões

  • Juliana Nogueira Santos
  • 5 Junho 2018

A empresa de low code OutSystems ultrapassou os mil milhões de dólares de avaliação com os investimentos do KKR e do Goldman Sachs.

E como por magia, apareceu outro unicórnio em Portugal. A startup OutSystems transformou-se nesta criatura mítica ao ultrapassar os mil milhões de dólares de avaliação, depois de o fundo de investimento KKR e o banco Goldman Sachs terem investido 360 milhões de dólares na empresa.

O feitiço foi avançado esta segunda-feira pelo Financial Times e confirmado pela empresa em comunicado. “A OutSystems anuncia o levantamento de 360 milhões de dólares numa ronda de investimento por parte do KKR e do Goldman Sachs”, pode ler-se no documento. “O valor do financiamento coloca a empresa bem acima dos mil milhões de dólares e vai ser utilizado para acelerar a expansão do negócio e novos avanços em I&D em software de automação”.

A empresa conta com 700 funcionários e opera em 52 países, sendo líder no mercado do desenvolvimento rápido de aplicações. Ainda que anuncie receitas de 100 milhões de euros e um crescimento anual superior a 70%, o FT afirma que, segundo fontes próximas da empresa, a OutSystems ainda não é lucrativa.

Paulo Rosado é o CEO da OutSystems.DR

“Estamos a combater um dos maiores problemas que as empresas enfrentam atualmente – a falta de velocidade e agilidade do desenvolvimento tradicional de software que está a dificultar as iniciativas de transformação digital em todo o mundo”, afirma Paulo Rosado, o presidente da empresa em comunicado.

Já o diretor do fundo de investimento KKR, Stephen Shanley, considera que a OutSystems se encaixa “perfeitamente na estratégia da KKR em apoiar os melhores empreendedores de tecnologia na sua ambição de construírem líderes globais em grandes mercados”. Kirk Lepke, do Goldman afirmou que o banco conseguiu encontrar nos principais setores da indústria clientes da OutSystems “entusiasmados e leais”.

A OutSystems junta-se assim à Farfetch, a outra startup portuguesa que ultrapassou a valorização de mil milhões de dólares. O feitiço foi aplicado à empresa liderada por José Neves e, no ano passado, passou a valer já três mil milhões de euros.

(Notícia atualizada pela última vez às 10h36)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Há mais um unicórnio português. OutSystems já vale mais de mil milhões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião