Turismo está a “cem por Cent(r)o” e cresce acima da média nacional

  • Lusa
  • 16 Junho 2018

O presidente da Turismo do Centro assegura que "o destino tem as condições necessárias e está perfeitamente apto" para lidar com o regresso em força dos visitantes.

Um ano depois dos incêndios de junho de 2017, que mataram 66 pessoas e provocaram 250 feridos, o turismo na região Centro apresenta “sinais evidentes de recuperação”, apresentando taxas de crescimento superiores à média nacional.

“Estamos a cem por Cent(r)o”, resume o presidente da Entidade Regional Turismo do Centro, Pedro Machado, recorrendo a um “slogan” que foi criado informalmente pelos operadores turísticos da região.

O presidente da Turismo do Centro assegura que “o destino tem as condições necessárias e está perfeitamente apto” para lidar com o regresso em força dos visitantes, apesar de ter sido atingido em 2017 por dois violentos incêndios (17 de junho e 15 de outubro), que destruíram total ou parcialmente mais de quatro dezenas de empreendimentos turísticos em 59 dos cem concelhos que compõem a região.

As chamas destruíram ainda dezenas de atrações turísticas locais, nomeadamente circuitos pedestres e de bicicleta.

“Foi uma tragédia, pela perda de vidas humanas e de bens materiais, mas com o trabalho de todos conseguimos criar condições para voltar a crescer”, refere o responsável pela Turismo do Centro, citando dados relativos ao primeiro trimestre do ano, englobando a Páscoa, que este ano foi celebrada a 01 de abril.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, os proveitos da atividade hoteleira na região Centro aumentaram 26% entre março de 2017 e março de 2018, mantendo-se acima da média nacional também no número de dormidas, uma tendência que dura há alguns meses. No período de um ano as receitas hoteleiras na área da Turismo do Centro passaram também de 14,6 milhões para 18,5 milhões de euros (mais 26,4%).

Para esta subida contribuíram as campanhas de promoção do destino, feitas em Portugal e no estrangeiro pela Turismo do Centro e pelo Turismo de Portugal.

“As pessoas corresponderam aos apelos e voltaram a visitar a região”, explica Machado, que agradece o espírito de solidariedade dos visitantes.

Depois de uma primeira fase em que as reservas hoteleiras apresentaram quedas superiores a 70 por cento, o setor voltou à normalidade e apresentou até melhorias. É isso mesmo que acontece em Proença-a-Nova, no coração das aldeias de xisto, onde o tradicional restaurante Casa da Ti’ Augusta apresenta uma taxa de reservas superior à do ano passado. Ou na Ferraria de São João, em Penela, onde a taxa de reservas ronda a ocupação total.

Os empresários e o responsável pelo Turismo reconhecem a importância neste processo de regeneração do programa Valorizar, lançado pelo Governo logo após a tragédia. Os fundos do programa foram sendo adequados às necessidades, tendo ultrapassado os 60 milhões de euros, dinheiro que foi usado em recuperações parciais, mas essenciais para retomar a normalidade.

O programa foi também fundamental para reconstruir, lançar e até ampliar alguns percursos pedestres e cicláveis, como é o caso das ecopistas do Vouga, Mondego ou EuroVelo.

“Temos razões para estar otimistas com a evolução do setor na região Centro, apesar das tragédias dos incêndios, que tanta dor e prejuízo trouxeram à região e ao país”, resume Pedro Machado.

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