Comissão de gestão barrada em Alvalade

  • Lusa
  • 20 Junho 2018

A Comissão de Gestão do Sporting liderada pelo presidente Artur Torres Pereira não conseguiu entrar em Alvalade, depois de dúvidas relativamente à sua legitimidade.

O acesso às instalações de Alvalade da Comissão de Gestão do Sporting, para iniciar funções, foi negado esta terça-feira, num gesto que o seu presidente Artur Torres Pereira considera “hostil” e de “desprezo para com as decisões judiciais”.

“O Conselho de Gestão do Sporting, no cumprimento do seu mandato e da sua missão, deslocou-se às instalações do Estádio José Alvalade para poder iniciar as suas funções nas instalações”, referiu Artur Torres Pereira em declarações à CMTV.

"O acesso ao estádio e às instalações foi vedado, negado, numa manifestação de hostilidade para com a Comissão de Gestão e desprezo para com as decisões judicias que legitimam a sua presença no Estádio José Alvalade”

Artur Torres Pereira

Artur Torres Pereira, presidente da Comissão de Gestão nomeada pela Mesa da Assembleia Geral do Sporting, surgiu em Alvalade acompanhado por Sousa Cintra e Luís Marques e remeteu, à saída, mais reações para um comunicado do organismo.

A crise institucional no clube desencadeou-se após as agressões sofridas por vários elementos do plantel e da equipa técnica em 15 de maio, na Academia do Sporting, em Alcochete, levadas a cabo por cerca de 40 pessoas encapuzadas, dos quais 27 foram detidos e ficaram em prisão preventiva.

Depois destes acontecimentos, a maioria dos membros da Mesa da Assembleia Geral (MAG) e do Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) e parte da direção apresentaram a sua demissão, defendendo que Bruno de Carvalho não tinha condições para permanecer no cargo.

Após duas reuniões dos órgãos sociais, o presidente demissionário da MAG, Jaime Marta Soares, marcou uma Assembleia Geral para votar a destituição do Conselho Diretivo (CD), para 23 de junho e criou uma comissão de fiscalização para evitar o vazio provocado pela demissão da maioria dos elementos do CFD.

O CD, que não reconhece legitimidade a esta decisão, criou uma comissão transitória da MAG, que, por sua vez, convocou uma AG ordinária para o dia 17 de junho, para aprovação do Orçamento da época 2018/19, análise da situação do clube e para esclarecimento aos sócios, e marcou uma AG eleitoral para a MAG e para o CFD para o dia 21 de julho.

Dando provimento a uma providência cautelar interposta pela MAG, o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa considerou ilegal a comissão transitória da MAG nomeada pela direção do Sporting, bem como as reuniões magnas por esta marcadas.

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